Aos 94 anos de idade, morreu ontem pela manhã, no Hospital da Providência, o pioneiro e ex-vereador de Apucarana, Dirceu Borges. Segundo familiares, ele foi internado na última quinta-feira, após sofrer um leve AVC (Acidente Vascular Cerebral) e também ser acometido com um quadro de pneumonia.
O velório está acontecendo na Câmara de Vereadores. O sepultamento está marcado para hoje, às 17 horas, no Cemitério da Saudade.
Dirceu Borges foi vereador em Apucarana por seis mandatos alternativos, o primeiro de 1959 a 1963 e o último de 1983 a 1988, tendo sido presidente da Câmara de 83 a 85. Ele também foi chefe do Detran do Município por 44 anos, a primeira vez em 1962.
Dirceu Borges, que era viúvo, deixa os filhos Dirceu Borges Filho, Édson Borges e Paulo Borges, além de noras e muitos netos e bisnetos. O presidente da Câmara, Mauro Bertoli (DEM), decretou luto oficial por três dias.
O prefeito de Apucarana, Beto Preto (PSD), manifestou ontem pesar pela morte de Dirceu Borges e enalteceu sua trajetória política. Conforme Beto Preto, o ex-vereador construiu uma belíssima carreira na vida pública apucaranense. “Trata-se de um cidadão de grande respeito na história de Apucarana, tendo a sua atuação pautada pela ética, compromisso com a comunidade e permanente luta em defesa dos menos favorecidos no Legislativo”, disse o prefeito em nota.
Nas três primeiras vezes em que ocupou cadeira na Câmara de Apucarana, os vereadores não recebiam subsídio algum. Em 2015, numa entrevista à Tribuna sobre o assunto, Dirceu Borges lembrou do tempo em que vereador atuava sem ganhar nada. “Naquela época mais antiga a gente trabalhava bastante sem ganhar nada como vereador. O que existia era um companheirismo entre os vereadores no sentido de todos brigarem pelos interesses do município, independentemente do partido político, se situação ou oposição”, declarou.