Aos 81 anos de idade, morreu na noite de domingo, no Hospital da Providência, o médico e ex-vereador de Apucarana, Stênio Alvarenga, que já alguns anos lutava contra um câncer.
Como médico, “Doutor Stênio”, como era carinhosamente chamado por toda a comunidade, trabalhou como cirurgião-geral no Hospital da Providência e no Cisvir (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ivaí e Região), com sede em Apucarana.
Na vida pública, Dr. Stênio foi vereador por duas legislaturas, completando oito anos de vereança, na Casa de Leis de Apucarana, de 1993 a 1996 (11ª Legislatura) e de 1997 a 2000 (12ª Legislatura). Ele deixa a esposa Malu, duas filhas Mariana e Carolina, além de netos e diversos amigos que cultivou ao longo dos anos.
O presidente da Câmara de Apucarana, Franciley Preto Godói Poim (PSD), e o prefeito Junior da Femac (PSD) emitiram notas de pesar pelo seu falecimento.
Poim lembra que por dois mandatos como vereador de Apucarana Dr. Stênio propôs projetos e ações e trabalhou muito em favor dos apucaranenses. “Em nome dos vereadores e servidores, a presidência da Câmara Municipal reitera sua solidariedade à família e declara o extremo respeito à sua memória”, diz Poim.
O prefeito Junior da Femac lembrou que no Legislativo os mandatos do Dr. Stênio foram marcados pelo diálogo e proposição de bons projetos. “Lamentamos profundamente a perda deste profissional da medicina, bastante respeitado na nossa cidade e região. E, ao mesmo tempo, apresentamos nossos sentimentos à família e ao vasto círculo de amizades do Dr. Stênio”, comentou o prefeito.
O corpo do médico e ex-vereador foi velado até por volta das 18 horas na Capela Mortuária Central de Apucarana e, na sequência, levado para Maringá, onde foi cremado.
SESSÃO SUSPENSA
O presidente da Câmara de Apucarana, vereador Poim, abriu os trabalhos da sessão ordinária de ontem com um minuto de silêncio em memória à morte do ex-vereador, conforme pedido feito pelo vereador Luciano Molina (PL). Segundo Molina, Dr. Stênio fez um trabalho irreparável no Legislativo apucaranense, além de ser um homem de bem que muito fez pela cidade.
Em seguida, Poim abriu espaço na Tribuna Livre para a ucraniana Iryna Kirushiva, que há três anos mora no Brasil e fez um relato do drama que vivem as famílias daquele País pelos ataques de tropas russas. Ela foi à câmara a pedido do vereador Moisés Tavares (Cidadania), para falar da onda de desinformações em relação ao povo ucraniano e os verdadeiros fatos registrados naquele país que, segundo ela, são um verdadeiro massacre humano determinado pelo presidente russo Putin.
Após o pronunciamento da ucraniana, Poim suspendeu a sessão por cinco minutos para uma reunião no gabinete. Na volta, a Câmara aprovou requerimento do vereador Mauro Bertoli (União Brasil), suspendendo a sessão em definitivo para que todos pudessem ir à capela mortuária dar o último adeus a Stênio Alvarenga. A pauta do dia não foi votada, assim como foram suspensos os dois expedientes para pronunciamentos dos vereadores.