Após o bombardeio de críticas por não haver mulheres ou negros na Esplanada do presidente interino Michel Temer (PMDB), o novo chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou ontem que o governo se esforçará para nomear mulheres para postos nas secretarias especiais que foram fundidas a ministérios.
O ministro ressaltou ainda que quem vai comandar a chefia de gabinete de Michel Temer é “uma mulher”, Nara de Jesus.
Padilha tentou minimizar as críticas. Disse que a composição do governo Temer foi desenhada em parceria com partidos políticos e sugeriu que foram as siglas que não indicaram mulheres para ministérios.
“Tivemos essa composição a partir das sugestões que os partidos fizeram. Tivemos pouco tempo e tentamos de várias formas buscar mulheres”, disse Padilha. Ele reconheceu que a iniciativa não deu certo, “por razões que não convém discutir aqui”.
Temer é o primeiro presidente desde Ernesto Geisel (1974-1979) a não incluir mulheres na Esplanada. Nas articulações para formar sua equipe ministerial, Temer convidou uma única mulher: a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie, para assumir a CGU (Controladoria-Geral da União), que recusou.