POLÍTICA

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Municípios reivindicam mais recursos para setor de saúde

Edison Costa

| Edição de 25 de junho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, esteve reunido ontem à tarde, no salão nobre da Prefeitura de Apucarana, com prefeitos que integram a Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi). Ele estava acompanhado do secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto. Também participaram do encontro secretários de saúde e gestores de hospitais da região.

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Prefeitos reivindicaram mais recursos para atender às demandas da saúde em seus municípios e igualmente assim fizeram os representantes de hospitais filantrópicos e demais instituições que atendem a pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os principais pedidos dos municípios destacam-se aporte maior de recursos para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs); revisão da tabela do SUS que hoje, segundo a presidente da Amuvi e prefeita de São Pedro do Ivaí, Maria Regina Della Rosa Magri (DEM), não atendem nem aos municípios e nem aos prestadores de serviços; reposição das frotas de veículos dos Samu’s; e liberdade para aplicar os recursos de emendas parlamentares destinadas à saúde onde os municípios acharem mais convenientes.

O prefeito de Kaloré, Washington Luiz da Silva (PSDB), reclamou que as emendas são liberadas já com uma lista de serviços ou produtos para investimentos. No entanto, nem sempre tais recomendações atendem às reais necessidades do município. “Quem deve decidir o que vai comprar com o dinheiro de emendas é o município”, disse o prefeito de Kaloré.

O prefeito de Apucarana, Beto Preto (PSD), solicitou uma recomposição do teto financeiro de Apucarana para os atendimentos de média complexidade, já que a cidade recebe pacientes também da região, além da ampliação da verba da UPA. Segundo ele, o município recebe do governo R$ 300 mil por mês para custear este serviço, enquanto os gastos são de R$ 850 mil.

O prefeito de Arapongas, padre Antônio José Beffa (PHS), também defendeu a necessidade de o governo federal disponibilizar mais recursos para a saúde. Segundo ele, assim como municípios pequenos da região, Arapongas, que é maior, também sofre com a escassez de recursos. “Se o município é maior, os problemas são maiores e maior é o tombo”, disse. “Eu fui um besta quando disse em Arapongas que seria o prefeito da saúde”, completou.

DIFICULDADES

O ministro Ricardo Barros ouviu atentamente aos pedidos, porém adiantou que seu ministério não tem condições ainda de atender às demandas. Ele observou que este já é o quarto ano consecutivo que o orçamento da União apresenta déficit financeiro “O que vamos fazer é gastar melhor os recursos que temos”, afirmou, assinalando que o governo ainda está recompondo seu orçamento. “E eu não vou prometer aquilo que não posso cumprir”, completou. Segundo o ministro, o governo já tem portarias prontas para serem publicadas, que vão permitir a liberação de R$ 4 bilhões por ano para custeio do governo. Este dinheiro, no entanto, vai dar apenas para cobrir os projetos já em andamento. Apesar das dificuldades, ele assumiu o compromisso de analisar cada pedido.