POLÍTICA

min de leitura - #

Na ONU, Bolsonaro defende política ambiental do governo

DA REDAÇÃO

| Edição de 22 de setembro de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

O presidente Jair Bolsonaro jogou por água abaixo a tese de diplomatas de que faria um discurso mais sóbrio do que os anteriores na abertura da Assembleia das Nações Unidas (ONU), sem, desta vez, apelar para sua base ideológica. Logo na abertura do discurso da 76ª edição do evento, nesta terça-feira, o presidente voltou a insistir na retórica de que seu governo é melhor do que o retratado na imprensa e disse, como fez em 2019, que o Brasil esteve “à beira do socialismo”.

Nos cerca de 13 minutos de pronunciamento, o presidente ainda atacou governadores e prefeitos por políticas de isolamento social na pandemia de covid-19, defendeu o chamado “tratamento precoce” contra covid-19 (em referência a medicamentos comprovadamente ineficazes contra covid, como hidroxicloroquina e ivermectina) e se colocou contrário a “passaportes de vacinação”.
“Venho aqui mostrar o Brasil diferente daquilo publicado em jornais ou visto em televisão. O Brasil mudou e muito depois que assumimos o governo em janeiro de 2019”, disse Bolsonaro. “O Brasil tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição, valoriza a família e deve lealdade a seu povo. Isso é muito, se levarmos em conta que estávamos à beira do socialismo”, afirmou.
Ao falar sobre a questão ambiental, Bolsonaro disse que o Brasil tem “grandes desafios” em razão da “dimensão continental” do País. Como esperado, ele voltou a repetir que o Brasil antecipou de 2060 para 2050 o compromisso de atingir a neutralidade climática, como fizera em abril.
Ele falou da redução nos níveis de desmatamento da Amazônia em agosto, também como esperado, e afirmou que isso foi uma consequência do aumento de recursos para fiscalização ambiental. Bolsonaro afirmou que o Brasil irá “buscar consenso sobre as regras do mercado de crédito de carbono global” na COP-26.
“Nenhum país do mundo possui uma legislação ambiental tão completa como a nossa. Nosso código ambiental deve servir de exemplo para outros países”, chegou a dizer Bolsonaro. “Somente no bioma amazônico, 84% da floresta está intacta”, acrescentou, sem citar estudos que comprovem seus cálculos. “Na Amazônia, tivemos uma redução de 32% de desmatamento no mês de agosto, quando comparado a agosto do ano anterior. Qual país do mundo tem uma política de preservação ambiental como a nossa? Os senhores estão convidados a visitar a nossa Amazônia”.