POLÍTICA

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No Paraná, 1,4 milhão podem perder o Bolsa Família

Da Redação

| Edição de 10 de novembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social aponta que o Paraná seria o Estado que, proporcionalmente, mais perderia com o corte de R$ 10 bilhões no programa Bolsa Família no Orçamento Federal de 2016, como proposto pelo relator, deputado federal paranaense Ricardo Barros (PP). De acordo com o estudo, 1,4 milhão de paranaenses atualmente beneficiários do programa perderiam o benefício, ou 75% do total.

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Em todo o País, seriam 23 milhões de pessoas atingidas, de um total de 47,8 milhões. Isso incluiria 250,7 mil crianças e jovens. Somente no Estado de São Paulo, 2,9 milhões de beneficiários do programa perderiam o recurso.

Na tentativa de demover o relator-geral do Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), de propor um corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família, o governo decidiu partir para uma “batalha de números”. A intenção é mostrar que, neste momento de forte crise econômica, a “tesourada” no principal programa social reduziria em 2,9 milhões o número de beneficiários no Estado de São Paulo, que seria o mais afetado pela redução das verbas.

Nas simulações, o critério do ministério para fazer o corte atinge inicialmente as famílias beneficiárias que trabalham e têm maior renda dentro do programa e, depois, aquelas que só contam com o Bolsa Família como fonte de renda. Por isso, São Paulo encabeça a lista, seguido por Minas Gerais e Bahia. Estados mais pobres, como Piauí e Maranhão, teriam o menor corte proporcional, abaixo de 30% do total de beneficiários.

Segundo as projeções do governo, 7,9 milhões de pessoas entrariam na pobreza extrema com o corte, das quais 764 mil só em São Paulo.