POLÍTICA

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O desafio da deter a recessão econômica

Tribuna do Norte

| Edição de 21 de abril de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A crise econômica, agravada pela crise política, pode ser apontada como uma das causas do aumento da inadimplência no país. Com a recessão iniciada em 2015, 41% da população com mais de 18 anos de cidade deixou de pagar as contas, registrando atraso médio superior a 60 dias, em março. Os dados, divulgados pelo Serasa Experien, apontam em R$ 256 bilhões o valor das dívidas não honradas. Cerca de 80% dos devedores são trabalhadores com renda de até dois salários mínimos. O levantamento é preocupante e mostra a dimensão que a crise econômica tomou na rotina dos cidadãos, principalmente de classe mais baixa.

O total de inadimplentes no País é o maior desde 2012. Apenas no primeiro trimestre deste ano, mais de dois milhões engrossaram a lista de devedores. Esse quadro se repete na região. Em Arapongas, por exemplo, são 19.376 devedores, segundo o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial e Empresarial de Arapongas (Acia). A dívida total no município chega a R$ 11,4 milhões, ou seja, cada consumidor deve, em média, R$ 587,37.

Não há dúvidas que essa inadimplência é reflexo da recessão econômica no país, que gerou desemprego e provocou a queda de rendimento de muitos trabalhadores. Além disso, houve um aumento considerável do custo de vida, principalmente com reajuste de alimentos e outros itens básicos , além da energia elétrica e água.

Desempregados ou com rendimentos menores em troca da garantia dos postos de trabalho, os trabalhadores não tiveram outro caminho a não ser a inadimplência. O cidadão deixou de pagar as contas que fez para levar comida para dentro de casa. A crise tem provocado sacrifícios para a população e a escolha de algumas prioridades.

A situação é dramática. O governo da presidente Dilma Rousseff (PT), atolado nos casos de corrupção e emparedado pelo processo de impeachment, não tem forças para reagir. O trabalhador mais simples está pagando um preço altíssimo. Assim, acabar com a recessão e voltar a gerar empregos é um dos principais desafios da economia no país, independente qual será o desfecho da disputa política no Congresso.