POLÍTICA

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Para Cardozo, impeachment poderá ser "um erro histórico"

Folhapress

| Edição de 05 de abril de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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No discurso em que apresentou a defesa da presidente Dilma Rousseff (PT) na comissão especial da Câmara, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, afirmou ontem que o atual pedido de impeachment é um “erro histórico”, um “golpe de Estado”, e que eventual governo de Michel Temer (PMDB), vice-presidente da República, não terá legitimidade para conduzir a nação.

Em um discurso com tom contundente, Cardozo - que foi ministro da Justiça e é um dos principais aliados de Dilma - afirmou que o impeachment de um presidente só pode ocorrer em condição excepcionalíssima, com cabal prova de cometimento de grave irregularidade, o que ele diz não ver no atual processo. Para ele, a aceitação do pedido na Câmara Federal é uma vingança do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“Tem se indagado: impeachment é golpe? Pode ser ou não. É fato que está na Constituição. Se todos os pressupostos forem obedecidos, impeachment não será golpe, será uma situação extraordinária e excepcionalíssima. Mas se esses pressupostos não forem atendidos, se não houver um atentado à Constituição, um ato imputado ao presidente, uma ação dolosa, se essa ação não for tipificada, a tentativa de impeachment é golpe de Estado sim”, discursou Cardozo.