POLÍTICA

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Paraná conquista status de área livre de febre aftosa sem vacinação

DA REDAÇÃO

| Edição de 28 de maio de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Esse é o maior anúncio para o agronegócio paranaense nos últimos 50 anos”. Esse é o sentimento do governador Carlos Massa Ratinho Junior ao comemorar o novo status de área livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) ontem. O reconhecimento foi comemorado pelo governador durante uma live promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para destacar a conquista, que remonta mais de 50 anos de esforços. Junto do Paraná, também receberam o selo Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e parte do Amazonas e do Mato Grosso do Sul.

“Temos a alegria de ser o maior produtor de proteína animal do Brasil, representando 22% do total do País; somos líderes no frango e no peixe, o segundo em suínos, um dos maiores na pecuária. O agronegócio é o grande alicerce da economia do Paraná”, enfatizou o governador. “E agora estamos falando de bilhões de dólares que nossos produtores passam a ter a oportunidade de acessar. É muito dinheiro envolvido que vai ajudar na geração de empregos e na atração de novos investimentos na agroindústria. É um mercado fantástico que vai fazer do Paraná ainda mais protagonista na produção de alimentos, com alta qualidade e de forma sustentável”.
Em 2020, o Paraná produziu mais de R$ 5,7 milhões de toneladas de carne de porco, boi e frango – o que representa quase um quarto do que foi produzido no País. No frango, o Estado lidera a produção brasileira com 33% do total. A expectativa é que, com o novo selo, os números se fortaleçam nos próximos anos.
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, reforçou a importância do marco dos seis estados que receberam o reconhecimento da OIE. “Hoje celebramos uma importante conquista para a agropecuária brasileira. O Brasil possui, agora, 44 milhões de cabeças de gado em áreas livres de febre aftosa sem vacinação, o que corresponde a 20% do nosso rebanho bovino. No caso da suinocultura, é quase 50% do rebanho brasileiro, e 58% dos frigoríficos de abate suíno com Serviço de Inspeção Federal estão agora em regiões com esse novo status sanitário. Ressalto o empenho dos pecuaristas brasileiros e de toda a cadeia produtiva em cumprir as normas sanitárias”, afirmou a ministra.
A meta é que todo o território brasileiro seja considerado livre de febre aftosa sem vacinação até 2026. Além de área livre de febre aftosa sem vacinação, a OIE confirmou mais um reconhecimento internacional ao Paraná: o de zona livre de peste suína clássica independente.