POLÍTICA

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Passadas as eleições, prefeitos adotam medidas para conter gastos

Edison Costa

| Edição de 12 de outubro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Depois do pleito municipal realizado no dia 2 de outubro, prefeitos da região começaram a adotar medidas de contenção de gastos visando fechar o exercício de 2016 com as contas em dia. As medidas incluem a adoção de meio expediente na Prefeitura, rigoroso controle no consumo de água, energia elétrica e telefone e uso restrito dos veículos e máquinas, que aos poucos estão sendo recolhidos ao pátio rodoviário.

A preocupação maior é dos prefeitos que concorreram à reeleição, porém não obtiveram êxito, além daqueles que não disputaram o pleito deste ano e terão que entregar o cargo ao seu sucessor sem correr o risco de enfrentar problemas no futuro, seja com o adversário, seja com a própria Lei Fiscal.

Imagem ilustrativa da imagem Passadas as eleições, prefeitos adotam medidas para conter gastos

Além disso, o mês de dezembro está próximo e as prefeituras precisam fazer um caixa para pagar o 13º salário do funcionalismo. Da mesma forma, terão que encerrar o exercício sem dívidas pendentes.

Um dos primeiros prefeitos da região a adotar medidas de contenção de despesas foi o de Arapongas, padre Antônio José Beffa (PHS), que concorreu à reeleição, porém não conseguiu sair vitorioso. Ele perdeu a disputa para o seu adversário Sérgio Onofre da Silva (PSC).

Padre Beffa já assinou decreto determinando meio expediente no âmbito da administração municipal a partir deste dia 13 (amanhã) até final do ano. O decreto foi publicado no diário oficial eletrônico do município no último dia 5, três dias após as eleições. O Paço Municipal ficará aberto ao público somente das 12 às 18 horas.

A medida é restrita aos departamentos que funcionam no Centro Administrativo localizado na Rua Garças, não atingindo serviços considerados essenciais à população como saúde e limpeza pública. No entanto, todas as secretarias poderão adotar esta ou outras medidas a critério dos respectivos secretários.

Na justificativa, Padre Beffa explica que o meio expediente está sendo adotado “tendo em vista a necessidade de reduzir as despesas operacionais e de custeio no âmbito dos órgãos da administração municipal, entre estas o consumo de água, energia elétrica, combustível e materiais de consumo, entre outras”. Acrescenta ainda a necessidade de ajustes nas metas impostas pela Lei Complementar nº 101/2000, a chamada Lei de Responsabilidade Fiscal.

SEGURANDO

Outros prefeitos também passaram a segurar as rédeas nos gastos públicos a partir deste mês. É o caso de Roberto Munhoz (PMDB), o Polaco da Pá, de Novo Itacolomi, que disputou a eleição, porém não conseguir se reeleger. Ele perdeu a disputa para Moacir Andreola (PSD).

Polaco da Pá informou que já está começando, aos poucos, a recolher veículos e máquinas no pátio rodoviário. Também está discutindo com sua equipe algumas medidas a serem adotadas a partir desta semana. “Estamos fazendo as contas e vendo o que mais pode ser adotado agora, porque a arrecadação é baixa e temos compromissos para cumprir até final do ano. Mas creio que vamos entregar a Prefeitura 100% controlada ao nosso sucessor”, diz. Por enquanto, ele descarta adotar meio expediente.

Cambira recolhe máquinas e caminhões ao pátio rodoviário
O prefeito de Cambira, Maurílio dos Santos (PRB), que buscou a reeleição porém não conseguiu, informou que as máquinas e caminhões da Prefeitura já estão recolhidos no pátio rodoviário. Segundo ele, somente serão realizados serviços de emergência.
Maurílio também baixou um decreto determinando rigoroso controle de gastos em todos os departamentos. “Estamos segurando as rédeas e tenho certeza de que vamos encerrar o ano com as contas em dia”, afirma.
Maurílio assegura, no entanto, que a festa do aniversário de Cambira, prevista para os dias 21, 22 e 23 deste mês está mantida. “Trata-se de uma festa que já estava programada, sendo assim não vamos cancelar”, garante.
Em Cruzmaltina, o prefeito José Maria dos Santos (PSDB), que não concorreu à reeleição, diz que está fazendo o que pode para manter as finanças sobre controle e encerrar o exercício com as contas em dia. “A arrecadação caiu muito, não está nada fácil. Quem vai assumir a administração municipal já sabe que vai contar com poucos recursos para gerenciar o município”, afirma. Em Cruzmaltina a Prefeitura já funciona das 8 às 16h30 e deve continuar, por isso não será adotado meio expediente. (E.C.)