Se a eleição fosse hoje, o prefeito de Apucarana, Junior da Femac (PSD) estaria reeleito, segundo pesquisa encomendada pela TV Bandeirantes do Paraná e divulgada ontem pelos telejornais da emissora. A pesquisa, devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 06601/2020, foi feita pelo Instituto Paranaense de Pesquisa, Estratégia e Consultoria (IPPEC), que ouviu 600 eleitores entre os dias 7 e 8 de novembro. O grau de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos. A TV Bandeirantes, além de Apucarana, em parceria com o IPPEC, realizou pesquisas em outros dez municípios do Estado, incluindo a capital Curitiba.
Num dos vários cenários apontados pela pesquisa, o de votos válidos, que é a forma como a Justiça Eleitoral computa os votos de cada candidato, o prefeito de Apucarana teria, de acordo com a pesquisa, 71,69% dos votos, contra 16,91% de Rodolfo Mota (PSL); 4,41% de André Romagnoli (Republicanos); 3,68% de Carol Scarpelini (Podemos); 2,57% de Laércio Luz (PT); e 0,74% da professora Malu Domingues.
Já na pesquisa estimulada, que registra a intenção de voto do eleitor, o prefeito apucaranense lidera com 65,00%, contra 15,33% de Rodolfo Mota. André Romagnoli está com 4,00%; Carol Scarpelini aparece com 3,33%; Laércio Luz, 2,33%; e Malu Domingues, 0,67%. Brancos e nulos, 2,33%. Não sabe e não quis responder, 7%.
Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Junior da Femac tem 53,67% das intenções de voto, seguido de Rodolfo Mota, 13%; André Romagnoli, 4%; Carol Scarpelini, 2,33%; Laércio Luz, 1,67%; e professora Malu, 0,67%. Dos entrevistados, 24,67% não souberam ou não quiseram responder. Em todos cenários, como se observa, o prefeito de Apucarana, Junior da Femac, aparece bem distante do segundo colocado.
ANÁLISE
O professor de ética e filosofia política Elve Cenci ressalta que a redução do tempo de campanha de 90 para 45 dias tornou mais difícil para o candidato que se lançou agora se tornar conhecido. “Hoje, os candidatos não podem provocar aglomeração por conta da pandemia, então é difícil fazer aqueles encontros em bairros e igrejas, campanhas pelas ruas. É uma campanha pela internet, mas muitos também não têm acesso ou usam para funções básicas, então a chance de um candidato menos conhecido chegar em um grande público é mais difícil”, detalha.
O professor ainda destaca um outro fator para pesquisas onde os candidatos à reeleição aparecem liderando com porcentagens expressivas. “Quem tem a máquina pública a seu favor, independentemente de nome ou partido, teve quatro anos para ganhar visibilidade”, analisa.
Ele ainda ressaltou que o gestor que conduziu bem as ações durante a pandemia também tem mais chances de reconhecimento. “Para os mais vulneráveis, um gestor que conduziu bem a pasta da saúde, com responsabilidade, será lembrado. Por outro lado, candidaturas que foram relacionadas ao Bolsonaro estão naufragando. Não é uma gripezinha e as pessoas estão morrendo. Quem está no poder, se fizer uma gestão satisfatória, sem escândalo de corrupção, cuidando da cidade, tem uma vantagem competitiva enorme”.
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