POLÍTICA

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PF indicia Paulo Bernardo e ex-tesoureiros do PT

Folhapress

| Edição de 27 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo foi indiciado ontem, pela Polícia Federal (PF), por corrupção passiva e participação em organização criminosa no âmbito da Operação Custo Brasil, desdobramento da Operação Lava Jato que investiga desvio de dinheiro de contratos de crédito consignado oferecido a servidores públicos.

Os ex-tesoureiros do PT Paulo Ferreira e João Vaccari Neto estão indiciados pelos crimes de organização criminosa e tráfico de influência. Vaccari também é acusado de lavagem de dinheiro. Eles teriam participado de um esquema que desviou mais de R$ 100 milhões entre 2010 e 2015.

Imagem ilustrativa da imagem PF indicia Paulo Bernardo e ex-tesoureiros do PT

O relatório da PF foi enviado para a Justiça Federal na última sexta-feira e segue para o Ministério Público Federal, que vai decidir se denuncia ou não os indiciados. No dia 23 de junho, Paulo Bernardo foi preso acusado de receber R$ 7,1 milhões em propina da Consist, empresa proprietária do software que gerenciava o crédito consignado e é considerada pela PF como a pivô do esquema.

O ex-ministro da Previdência Social Carlos Gabas não foi indiciado. Segundo os policiais, as investigações sobre a participação dele devem ser aprofundadas.

Paulo Bernardo, Paulo Ferreira e Carlos Gabas estão com os bens bloqueados por ordem do juiz Paulo Bueno de Azevedo, da sexta vara da Justiça Federal. Segundo a decisão, Ferreira pode ter bloqueado até R$ 755 mil e o no caso do ex-ministro o valor pode chegar a R$ 102 milhões. A conta é baseada na responsabilidade de cada um no esquema e o caráter do bloqueio é solidário, ou seja, a soma dos bloqueios deve dar R$ 102 milhões.

A advogada Verônica Sterman, defensora de Paulo Bernardo, diz que o ex-ministro não participou ou teve qualquer ingerência na celebração ou manutenção do acordo de cooperação técnica celebrado pelas partes.