O ex-presidente do Banco do Brasil e ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine foi preso ontem pela Polícia Federal na 42ª fase da Lava Lato, batizada de Operação Cobra.
Bendine foi detido em Sorocaba, no interior paulista. Além dele, foram alvos de mandados de prisão temporária André Gustavo Vieira da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Jr., suspeitos de serem operadores do executivo.
O antigo comandante da Petrobras (2015-2016) é suspeito de ter recebido R$ 3 milhões em propina da Odebrecht, entre junho e julho de 2015, com a justificativa de proteger a empreiteira em contratos na estatal, inclusive em relação às consequências da Operação Lava Jato.
“É assustador que, naquela altura do campeonato, uma pessoa nomeada para estancar a corrupção na Petrobras tenha tido a audácia de fazer isso”, declarou o procurador Athayde Ribeiro Costa, em entrevista coletiva.
Bendine assumiu o cargo de presidente da Petrobras em fevereiro de 2015, em meio à Lava Jato.
O suposto pedido de propina, que teria ocorrido pouco depois de sua posse, está na delação de executivos da Odebrecht, e foi relatado pelo ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht e pelo diretor da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis. O acordo foi homologado no início do ano, pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
(FOLHAPRESS)
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