POLÍTICA

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Planalto confirma Lula como chefe da Casa Civil

Das Agências

| Edição de 17 de março de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aceitou ontem o convite da presidente Dilma Rousseff (PT) e assumirá a Casa Civil.O acerto foi fechado em reunião no Palácio da Alvorada, que teve a presença também dos ministros Nelson Barbosa (Fazenda) e Jaques Wagner, que deixará o comando da Casa Civil e será chefe de gabinete de Dilma. Com isso, o petista comandará o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, chamado de Conselhão.

Imagem ilustrativa da imagem Planalto confirma Lula como chefe da Casa Civil

Dilma disse a jornalistas, logo após a indicação, que o fato de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumir o cargo de ministro-chefe da Casa Civil fortalece o governo e ele terá os poderes necessários para ajudar o País.

“A vinda do Lula fortalece o meu governo. Ele vem, ele vai ajudar. Então, o presidente Lula, no meu governo, terá os poderes necessários para nos ajudar, para ajudar o Brasil. Tudo que ele puder fazer para ajudar o Brasil será feito. Nós vamos olhar a questão da retomada do crescimento, da estabilidade fiscal e do controle da inflação”, afirmou.

Segundo Dilma, o ex-presidente chega ao governo com grande capital político. “Ele é um hábil articulador. Ele me deixa muito confortável. Nós temos seis anos de trabalho cotidiano, durante a segunda fase do governo dele. Estou muito feliz com a vinda dele”, acrescentou.

A presidente disse que a ida de Lula para o ministério é algo bastante importante e relevante devido à sua experiência política.“Vai ser um grande ganho para o meu governo. O presidente Lula tem uma trajetória que reputo muito expressiva também pelo seu compromisso com a estabilidade fiscal e o controle da inflação. Compromisso que não é meramente retórico. Ele se expressa em sua atuação muito significativa ao longo dos oito anos de governo dele”, afirmou.

GRAMPO DE DILMA
O juiz federal Sergio Moro incluiu no inquérito que tramita em Curitiba uma conversa telefônica entre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff, na qual ela diz que encaminhará a ele o "termo de posse" de ministro. Dilma diz a Lula que o termo de posse só seria usado "em caso de necessidade".

Os investigadores da Lava Jato interpretaram o diálogo como uma tentativa de Dilma de evitar uma eventual prisão de Lula. Se houvesse um mandado do juiz, de acordo com essa interpretação, Lula mostraria o termo de posse como ministro e, em tese ficaria livre da prisão.

Após a divulgação do grampo, manifestantes tomaram as ruas de várias cidades do País.

Para oposição, Dilma deu por encerrado seu mandato
Líderes da oposição no Congresso avaliaram ontem que a presidente Dilma Rousseff entregou seu governo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao colocá-lo na Casa Civil. Os parlamentares dizem ainda que a estratégia visa abafar o desgaste da petista diante do processo de impeachment e dar a Lula foro privilegiado nas investigações da Operação Lava Jato.
Para o Líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), a nomeação de Lula é um tapa na cara da sociedade que foi às ruas pedir o fim do governo Dilma e apoiar a Operação Lava Jato. “Em vez de se explicar e assumir as suas responsabilidades, o ex-presidente Lula preferiu fugir pelas portas do fundo”, afirmou