POLÍTICA

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Polícia Federal realiza operação contra ‘fake news’

Da redação

| Edição de 28 de maio de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Polícia Federal realizou buscas e apreensões ontem no âmbito do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura produção de informações falsas e ameaças à Corte, conhecido como "inquérito das fake news".

As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Entre os alvos da operação estão o ex-deputado federal Roberto Jefferson; os empresários Luciano Hang (dono da Havan) e Edgard Corona (dono das redes de academia SmartFit e BioRitmo); e os blogueiros Allan dos Santos (Terça Livre), Winston Lima (Cafezinho com Pimenta) e Bernardo Kuster (Brasil Sem Medo). Eles são aliados do presidente Jair Bolsonaro.
Mandados foram cumpridos em São Paulo, no Mato Grosso, no Paraná e no Distrito Federal. Ao todo, a operação teve 29 mandados de busca e apreensão.
Ao longo das investigações, laudos técnicos demonstraram que um grupo produz e dissemina as informações falsas, sempre seguindo o padrão de mesmos tipos de mensagens e mesma periodicidade.
Foram identificados pelo menos quatro financiadores desse grupo: Edgard Corona, Luciano Hang, Reynaldo Bianchi Júnior e Winston Rodrigues. Foi determinada a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos quatro para o período entre julho de 2018 e abril de 2020.
O ministro Moraes determinou ainda que oito deputados, todos do PSL, deverão ser ouvidos no inquérito em até 10 dias. São eles os deputados federais Bia Kicis (DF), Carla Zambelli (SP), Daniel Silveira (RJ), Filipe Barros (PR), Junio Amaral (MG) e Luiz Phillipe de Orleans e Bragança (SP); e os deputados estaduais paulistas Douglas Garcia e Gil Diniz.