Em uma sessão rápida e com quase nenhum debate, ao menos sobre o caso em questão, o Senado aprovou na noite de ontem a cassação do mandato do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) por quebra de decoro parlamentar por 74 votos favoráveis e 1 abstenção. Nenhum senador votou contra.
Ele fica, a partir de agora, inelegível por oito anos, embora a defesa do senador prometa recorrer à Justiça da decisão.
Conforme o rito, primeiro falaram os dois relatores do processo no Senado. Telmário Mota (PDT-RR), que elaborou o parecer no Conselho de Ética, e Ricardo Ferraço (PSDB-ES), na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Depois foi a vez de Randolfe Rodrigues (Rede-AP), representando o partido autor da representação que pediu a cassação do senador. (FOLHAPRESS)
Embora tenha sido dado tempo para a manifestação da defesa, Delcídio e seus advogados não compareceram à sessão. Para que fosse escolhido um defensor dativo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), suspendeu os trabalhos por alguns minutos.
Quem leu a defesa de Delcídio foi Danilo Aguiar, consultor-geral do Senado. Ele reiterou os argumentos utilizados pelos advogados do senador nos colegiados na tribuna do plenário. Não foi interrompido. Também não teve a atenção dos senadores que passaram a sessão em conversas paralelas e pouco prestaram atenção ao que se dizia sobre o caso do ex-petista. Após cinco meses e meio afastado do Senado por ter sido preso pela Operação Lava Jato, Delcídio voltou à Casa pela primeira vez segunda-feira para se defender CCJ. (FOLHAPRESS)