POLÍTICA

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Prefeito é contra reeleição e critica Ministério Público

Edison Costa

| Edição de 28 de fevereiro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O prefeito de Bom Sucesso, Maurício Aparecido de Castro (PSC), 56 anos, garantiu à Tribuna, nesta semana, que não vai concorrer à reeleição no pleito de 2 de outubro deste ano. Ele ocupa o segundo mandato de prefeito do município, porém em períodos alternados.

“Toda vida eu fui contra a reeleição em todos os níveis”, afirma Ná do Açougue, como é conhecido em Bom Sucesso. No seu entender, quatro anos de mandato é pouco, porém oito também é demais, é muito cansativo. Ele defende cinco anos para todos os cargos, de vereador à Presidência da República, sem direito à reeleição e com coincidência de mandatos.

Imagem ilustrativa da imagem Prefeito é contra reeleição e critica Ministério Público

Para Ná do Açougue, a classe política no Brasil está muito desacreditada e esse negativismo acaba atingindo também demais políticos, prefeitos e outros gestores públicos que procuram trabalhar com honestidade. “Todo dia na televisão, nos jornais e rádios só se fala em corrupção. O povo assiste a esses escândalos e passa a chamar todos de corruptos”, declara. “Mesmo trabalhando certo, eu mesmo estou desacreditado como prefeito. Quando eu tinha açougue, eu tinha mais credibilidade”, reconhece o prefeito de Bom Sucesso.

Para Ná do Açougue, o eleitor também tem culpa desta situação, porque é ele que elege os mandatários do poder. “O eleitor deveria votar em quem já fez alguma coisa em favor da comunidade e não em quem paga churrasco e cerveja em troca de votos”, assinala.

É em função deste desgaste político que o prefeito Ná do Açougue justifica que não vai concorrer à reeleição. “Aliás, eu nunca fui político”, afirma.

AÇÕES DO MP

Ná do Açougue diz também que perdeu o gosto para ser prefeito por causa das ações do Ministério Público. Ele alega que neste mandato tem sido alvo injustamente das investidas da promotoria. Na sua avaliação, hoje o promotor só quer denegrir a imagem da pessoa.

“O que mais me motiva ainda a não sair candidato a prefeito é atuação do Ministério Público. Eles nos tratam como se fôssemos cachorros. Para eles, um prefeito tem menos valor que um pé de chinelo”, reclama Ná do Açougue, acrescentando que “tem promotor que quer aparecer nas costas do prefeito”.

O prefeito cita, por exemplo, que foi alvo de investigações sobre diárias que recebeu da Prefeitura. Ele observa, no entanto, que a lei que trata das diárias do prefeito foi aprovada pela Câmara, assim como a lei que estabelece auxílio moradia para juiz, inclusive para quem tem casa, foi aprovada pelos deputados. Mesmo com direito ao que diz a lei, o prefeito assegura que tem gasto dinheiro do seu próprio bolso nas viagens que faz de interesse do município.

“Eu respeito o Ministério Público, só que as intervenções que tem feito, a forma como o MP tem agido no município, ao invés de ajudar só atrapalha o prefeito”, avalia.