Desde que assumiu o cargo em janeiro deste ano, o novo prefeito de Jandaia do Sul, Lauro de Souza Silva Junior (PSL), juntamente com toda sua equipe, tem colocado o combate à pandemia da Covid-19 como centro das atenções da administração municipal. Ele assinala que este tem sido o seu maior desafio, em se tratando de uma situação gravíssima que preocupa toda a população.
Desde início da pandemia, em março do ano passado, o município já registrou 1.947 casos confirmados da doença, dos quais 1. 703 foram recuperados e 40 vieram a óbito, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde.
“Nós estamos nos reunindo diariamente com a equipe de saúde visando traçar estratégias para evitar a propagação do vírus e, ao mesmo tempo, dar suporte à população em todos os sentidos”, afirma Lauro Junior. Neste aspecto, segundo ele, a pandemia está prejudicando em parte a administração municipal neste início de gestão, com relação ao seu plano de governo. “Isto porque a saúde está absorvendo grande parte da energia e do tempo que a gente poderia estar distribuindo para outros setores”, argumenta.
Entre as principais ações desenvolvidas até agora, Lauro Junior cita a implantação do CTC-Centro de Tratamento da Covid, para tratamento inicial de pessoas com sintomas desta doença, e do Hospital de Campanha, que possui 10 leitos exclusivos para tratamento da Covid-19 com suporte de oxigênio e uma equipe médica e de enfermagem trabalhando 24 horas. Com apoio do Governo do Estado e junto com o Hospital Nossa Senhora de Fátima, também foram abertos mais 25 leitos neste hospital para pacientes com Covid, com suporte de oxigênio, equipe médica e outros profissionais, totalizando 35 leitos. Além disso, o município dispõe de outras estruturas de saúde para atendimentos de emergência, como o PAM 24 Horas e as UBSs e postinhos de saúde espalhados pelo município.
Lauro Junior defende a necessidade de medidas restritivas para evitar toda esta situação, como as já estabelecidas em conjunto com o Governo do Estado. Mas sobre a implantação de um lockdow total para amenizar o contágio, ele vê a medida com ressalvas.
“A questão do lockdown é uma situação muito difícil, porque nós estamos trabalhando a todo momento para buscar um equilíbrio da questão econômica com a questão da saúde pública”, diz, salientando que o comércio representa apenas uma pequena parte da propagação do vírus. “O ideal é que todo mundo ficasse em casa, só que aí temos a questão econômica, porque as pessoas precisam trabalhar para se manter”, observa.