Os pré-candidatos à Prefeitura de Apucarana se mostraram favoráveis ao adiamento das eleições deste ano por conta da pandemia do coronavírus. A medida foi aprovada na semana passada pelo Senado e nesta semana pela Câmara dos Deputados, sendo promulgada anteontem pelo Congresso.
Júnior da Femac, atual prefeito de Apucarana e pré-candidato à reeleição, avalia que o pleito vai gerar naturalmente aglomerações. “Nos colégios eleitorais haverá filas e eu torço para que em 15 de novembro tenhamos uma condição melhor para a pandemia”, pondera. Para ele, os esforços de todos devem ser no sentido de reduzir os impactos da doença na sociedade. “Estamos trabalhando para que em novembro, independentemente de eleição, a gente tenha a pandemia bastante amenizada, seja no Brasil, no Paraná e também em Apucarana’, finaliza.
Até o momento, Carolina Scarpelini (Podemos) é a única mulher pré-candidata ao cargo executivo para as eleições em Apucarana. Ela ressalta que a alteração do calendário eleitoral com certeza é uma medida necessária. “No cenário de emergência que a gente está vivendo, a medida garante maior segurança às pessoas e também à democracia”, diz. Scarpelini enfatiza que a mudança traz a oportunidade de reflexão, para definir rumos na política municipal. “Esse adiamento estende o prazo para que os eleitores e os pré-candidatos reflitam o futuro das cidades e analisem todos os desafios e problemas a serem enfrentados pela próxima gestão”.
André Victor Romagnoli (Republicanos) é pré-candidato pela primeira vez e acredita ser adequado mudar a data para as eleições desse ano. “Neste momento, ainda estamos passando por uma situação de crise sanitária. Em função da doença, as pessoas não estão pensando em eleições ou no processo eleitoral”, comenta. Ele ainda enfatiza que não é o momento certo para os candidatos pensarem em campanha. “Se estendendo para o dia 15 de novembro o 1º turno, vai ter uma segurança maior em relação à doença em si e à questão da transmissão”, justifica Romagnoli.
O vereador Rodolfo Mota (PSL) é o mais jovem entre os pré-candidatos à Prefeitura de Apucarana e comenta que de forma geral, a decisão do Congresso foi acertada. “Estamos em um momento grave da pandemia e a prioridade de todos deve ser salvar vidas. O adiamento da eleição vai permitir que seja feito um debate maior sobre o que queremos para o futuro da nossa gente”, enfatiza. Para ele, o adiamento favorece uma maior participação democrática. “Com as eleições em novembro, mais pessoas terão condições de participar desse momento histórico para nossa cidade”, finaliza.