O Partido dos Trabalhadores (PT) condenou a operação de busca e apreensão da Polícia Federal em sua sede nacional, no centro de São Paulo, ontem pela manhã.
A Polícia Federal escalou homens do Grupo de Pronta Intervenção (GPI), um grupo de elite da corporação treinado para controlar distúrbios civis, para ajudar no cumprimento do mandado.
O partido disse que a operação foi “desnecessária” e “midiática” e ressaltou se tratar de uma “tentativa renovada de criminalizar o PT”.
Oito homens com uniformes camuflados e ostensivamente armados guardaram as entradas do prédio, enquanto outra equipe vasculhava o interior da sede do partido.
O cumprimento do mandado de busca e apreensão no PT fez parte da operação Custo Brasil, deflagrada ontem. Paulo Bernardo, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, foi preso preventivamente, entre outros.
A PF disse que o recrutamento do GPI foi para evitar confusões no local. “Pela experiência sabemos que há riscos de tumultos e manifestações quando fazemos operações em sedes de partidos políticos”, disse Patrícia Zucca, diretora de comunicação da PF de São Paulo. Os policiais estavam com armas não letais e letais.
O GPI foi criado para atuar em situações especiais, como grandes eventos (Copa, Olimpíada e reuniões de cúpula com representantes de outros países). Seus agentes também já operaram em ocupações de favelas no Rio, por exemplo.
No meio da manhã de ontem, um grupo de militantes chegou para protestar contra a operação da PF, que, na avaliação deles, persegue o PT. Eles estenderam uma grande faixa com os dizeres: “Tchau, ladrão”, junto à imagem do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e a pergunta: “E o Temer?”.
Havia ainda outra faixa que dizia “$TF acovardado”, em referência ao Supremo Tribunal Federal, com imagens de cinco ministros -entre eles, Gilmar Mendes com um bico de tucano no lugar do nariz.