Horas depois de divulgar uma nota afirmando que a “escalada de ataques ao companheiro Lula” seria um dos temas “prioritários” da reunião desta segunda, realizada entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o conselho político do PT, o presidente da sigla, Rui Falcão, recuou em relação à pauta.
“Não tratamos desse assunto”, disse ele em coletiva de imprensa após o encontro petista.
Falcão afirmou que na reunião, que durou cerca de quatro horas e teve a presença de nomes de peso do partido, como o prefeito Fernando Haddad, além de três governadores do PT, foram discutidas a “conjuntura política do Brasil, questões econômicas e as relações do Estado democrático de Direito”.
Mais uma vez uma vez, o presidente do PT afirmou que as denúncias envolvendo Lula são “infundadas”.
“As pessoas têm que provar que são inocentes. Embora o sítio esteja em nome de outra pessoa, o presidente Lula tem que provar que não é dele. É uma inversão de valores”, disse.
Segundo investigações do Ministério Público paulista, o sítio de Atibaia, no interior de São Paulo, que é frequentado pelo ex-presidente e sua família teve reformas pagas pelas empreiteiras OAS e Odebrecht, investigadas pela Operação Lava Jato.
Acuados, a maioria dos petistas que participaram do encontro evitou sair pela entrada principal, onde estava a imprensa, e boa parte se negou a comentar o conteúdo da reunião.
Rafael Marques, presidente do sindicado dos metalúrgicos do ABC, saiu com um livro do jornalista Paulo Moreira Leite sobre a Lava Jato, mas negou que a operação e as denúncias tenham sido debatidas. “O Lula veio contribuir como partido.”