POLÍTICA

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Ratinho Júnior espera ter apoio político de Beto Richa

Folhapress

| Edição de 04 de novembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Bem colocado em pesquisas eleitorais, o deputado estadual Ratinho Júnior (PSD) pretende se lançar candidato a governador do Paraná em 2018 com a força do nome do pai e discurso conciliador.
Desde os 15 anos locutor na rádio fundada pelo apresentador de televisão Ratinho, Júnior aos poucos assumiu o Grupo Massa e hoje atua como uma espécie de presidente de conselho, à frente de decisões estratégicas, não tão perto do dia a dia. Além da Massa FM, a família detém a filial do SBT no Estado, fazendas produtoras de café e outras empresas. “Como a gente tem o Ratinho nacional, um cara que fala para 12, 15 milhões de pessoas por dia, a gente sempre trabalhou a comunicação como acelerador de negócios”, disse Ratinho Júnior, 36, à reportagem.
“A gente pega uma empresa regionalmente boa, que é pouco ou quase nada conhecida, e faz com que se torne nacional.”
A alma dos negócios da família se aplica à sua atuação política. Nas quatro eleições, contou com a marca do pai para as boas votações, mas busca alçar voo próprio.
Aos 21 anos, Ratinho Júnior se elegeu deputado estadual pelo PSB. Quatro anos depois, tornou-se federal pelo PPS, reelegeu-se pelo PSC e tentou a Prefeitura de Curitiba em 2012. No ano passado, já de olho na disputa ao governo, migrou para o PSD pela estatura partidária mais robusta.
“Claro que (a primeira eleição) veio 100% pelo meu pai. O carinho das pessoas por ele acabou se transferindo para mim”, reconheceu. “Depois tive que mostrar serviço para me consolidar.”
Junior deixou a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do governo Beto Richa (PSDB) em setembro e reassumiu o mandato na Assembleia para trabalhar pela candidatura. Disputa com a vice-governadora, Cida Borghetti (PP), o apoio do tucano.
Apesar do fundamental apoio de Richa e da máquina estadual, Ratinho Júnior tenta correr como terceira via –no caso, quarta. “Há 40 anos, três castas governam o Paraná: a família Requião, a Dias e a Richa”, afirmou, em referência às famílias dos senadores Roberto Requião (PMDB), Alvaro Dias (Podemos) e do governador.