A Páscoa deste ano foi amarga para supermercados e estabelecimentos especializados na venda de chocolates. É mais um reflexo da grave crise econômica que assola o País, provocada pela má gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) e também pelo impasse político que devora a confiança de todos.
Os números ainda não são oficiais, mas tudo levar a crer que está será uma das piores Páscoas dos últimos anos. Na segunda-feira, era possível encontrar corredores de supermercados repletos de ovos de chocolate, algo que não acontecia nos últimos anos.
O prejuízo é imenso para quem encheu os estoques acreditando que a tradição pudesse falar mais alto do que a crise. Não foi o que aconteceu. A população está sofrendo com as dificuldades econômicas. Não é um discurso para “derrubar a presidente Dilma” ou para reforçar “o golpe”, como muitos incautos ainda insistem em dizer. A crise é uma realidade, que está consumindo o poder de compra do cidadão mais humilde, provocando um efeito cascata, atingindo comércio e indústria.
A Páscoa é um exemplo concreto. No entanto, esse problema está afetando muito setores no País. Além da crise econômica e política, há também a crise de confiança. O cidadão está inseguro de gastar e economiza cada centavo temeroso de precisar desse dinheiro no futuro, numa eventual emergência, com a perda do emprego, por exemplo.
Isso é uma preocupação generalizada, já que muitos trabalhadores estão desempregados e com muita dificuldade de se reposicionar no mercado de trabalho. Assim, o comércio também sofre, porque o movimento cai, e, consequentemente, a indústria deixa de produzir. É uma bola de neve que afeta a todos.
Ontem, o comércio de Apucarana seguiu o exemplo de lojistas de Londrina, Maringá e Paranavaí e realizou um protesto contra o governo federal. A mobilização pediu o impeachment de Dilma e também criticou a corrupção em âmbito o federal. O movimento foi um grito de socorro diante da queda drástica de vendas e das dificuldades encontradas para manter o negócio e também os empregos. O efeito nocivo atinge as cidades e, principalmente, a classe trabalhadora. Diante desse quadro caótico, não há outro caminho a seguir a não ser a ruptura.