Um pedido de vistas dos deputados Hiran Gonçalves (PP/RR) e Ivan Valente (PSOL/SP) adiou ontem a votação de parecer sobre o processo contra o líder do governo na Câmara, deputado paranaense Ricardo Barros (foto), do PP, no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar. O deputado é investigado por suposto envolvimento em negociações envolvendo a compra superfaturada da vacina Covaxin.
Já relator do processo, deputado Cezinha Madureira (PSD-SP), pediu o arquivamento do processo com o argumento de que a representação não “traz quaisquer elementos mínimos comprobatórios da efetiva ocorrência de ilegalidades em processo de compra de vacinas, tampouco apresenta inícios mínimos da participação” de Barros no caso.
Em depoimento à CPI da Pandemia, o deputado federal Luis Miranda (DEM/DF) disse que o nome de Barros havia sido citado, em março, durante encontro dele e do seu irmão, Luis Ricardo Miranda, com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio da Alvorada.
O PSOL, autor da representação contra Barros, argumentou que o deputado feriu o decoro parlamentar.