POLÍTICA

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Relator vai enxugar texto da reforma da Previdência

Folhapress

| Edição de 08 de novembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O deputado federal Arthur Maia (PPS-BA) deve apresentar ainda nesta semana uma nova proposta de reforma da Previdência.
O novo texto será mais enxuto, mantendo apenas pontos essenciais da mudança nas aposentadorias, como idade mínima e igualdade entre servidores públicos e privados.

Imagem ilustrativa da imagem Relator vai enxugar texto da reforma da Previdência


A decisão foi tomada em reunião, nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, com as participações do presidente Michel Temer (PMDB) e do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Para fechar um texto final, o relator deve se reunir até amanhã com líderes da base aliada. Na noite de ontem, ele voltaria a se reunir com a equipe econômica no Palácio do Planalto.
Segundo o vice-líder do governo, Darcísio Perondi (PMDB-RS), com a emenda parlamentar, a proposta ficará "menor" e "mais acessível".
"É claro que há dificuldades, porque essa é a mãe de todas as reformas. Se você insiste no ótimo até o fim, pode ficar sem nada, o que é a tragédia para todos nós", disse.
"A decisão de apresentar uma nova proposta foi tomada pela ala política do governo e pela equipe econômica há cerca de três semanas, mas o governo acreditava que ainda não tinha apoio no Congresso para retomar a discussão sobre o assunto."
Em conversas reservadas, o presidente reconhece que, no formato atual, não consegue aprovar a mudança nas aposentadorias. Na segunda-feira, chegou a dizer que a iniciativa pode ser derrotada.
Após a reunião, na Câmara, Maia afirmou ser "importante que ficou claro que o governo não vai deixar de ajudar na votação da Previdência". "Até porque a gente sabe que uma votação difícil como a da Previdência precisa que o governo esteja empenhado", disse.
Questionado sobre a possibilidade real de se votar a reforma ainda neste ano, o presidente da Casa disse que "se tiver voto, dá para votar a reforma amanhã (hoje), mas não tem voto". Segundo ele, é preciso discutir com os líderes partidários antes de apresentar um texto, para que se chegue a uma proposta "possível". "Não podemos pautar de qualquer jeito para perder", disse.