O ex-deputado federal paranaense e ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures (PMDB), preferiu ficar em silêncio no primeiro interrogatório à Polícia Federal, ontem, em Brasília, desde que foi preso no último sábado. Loures foi preso por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, depois de ser flagrado e filmado pela PF carregando uma mala com R$ 500 mil em propina entregue por executivo do frigorífico JBS.
O Termo de Declarações da PF revela que Rocha Loures, "por orientação da sua defesa técnica", decidiu lançar "mão do direito de permanecer em silêncio". Até a última quarta-feira, o ex-deputado estava preso na carceragem da PF em Brasília, quando foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, também na Capital Federal. Ele está detido no mesmo bloco que abriga políticos condenados, ex-policiais e detentos com ensino superior – os chamados presos "vulneráveis", e divide uma cela com outros oito presos. O bloco abriga entre outros presos o ex-senador Luiz Estevão e o doleiro Lúcio Funaro, apontado pelo Ministério Público Federal como "operador" do PMDB do ex-deputado federal Eduardo Cunha (RJ).
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