Faltando três dias para as eleições municipais, não se vê candidatos a prefeito, a vereador e nem cabos eleitorais pelas ruas de Apucarana, em especial no centro da cidade. Também não existem mais os carros de som circulando na área central e nos bairros, nem cavaletes postados nas praças e esquinas e muito menos cartazes pregados em postes e outdoors suspensos em terrenos baldios e em quintais de residências.
A situação é diferente de outras eleições, como a de 2012, quando neste período a cidade ficava lotada de cabos eleitorais presentes em pontos estratégicos portando bandeiras de seus candidatos e esses se cruzando nas ruas em busca dos votos dos eleitores.
Hoje, candidatos estão ocupados mais com reuniões em empresas e com a comunidade nos bairros e em visitas domiciliares com a distribuição de materiais de propaganda eleitoral. Outra estratégia é disseminar conteúdo pelas redes sociais, principalmente o Facebook.
Coordenadores de campanha das coligações partidárias em Apucarana justificam esta situação incomum neste pleito ao fato do curto tempo para se fazer campanha e também ao limite de gastos estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Acrescentam-se a isso a proibição de doações financeiras por parte do setor privado e ao fato de o candidato não ter recursos próprios para custear o trabalho.
Segundo Laércio de Morais, um dos coordenadores da campanha do candidato Beto Preto (PSD), que concorre à reeleição, o prefeito tem priorizado reuniões nas empresas, com a comunidade e visitas aos bairros. “Por onde anda o prefeito vai acompanhado de candidatos a vereador e de outras lideranças”, afirma Morais. Segundo ele, este é um trabalho que começa às 6 horas da manhã e só termina à noite, embora o prefeito ainda reserva tempo para despachar no gabinete durante o dia. Enquanto isso, equipes de colaboradores fazem adesivaço nos bairros e campanha nos sinaleiros e pontos estratégicos da cidade.
Jornais publicitários e outros materiais de campanha também estão sendo entregues nas residências e nos estabelecimentos comerciais. As mídias sociais também estão sendo muito utilizadas.
Já com relação aos candidatos a vereador do grupo político de Beto Preto, cada um tem adotado sua própria estratégia de campanha. Uns preferem fazer visitas domiciliares apenas e outros reuniões em grupos familiares e de moradores nos bairros.
Marcelo Parra Bege, um dos coordenadores da campanha do candidato a prefeito Sérgio Bolonhezi (PSDB), diz que, em função do tempo curto, o trabalho de busca de votos está focado em reuniões nas empresas e em casas de famílias nos bairros da cidade e da zona rural. As redes sociais também estão sendo bastante exploradas. “As mídias são os meios mais rápidos para se chegar aos eleitores”, diz Marcelo, destacando porém que o candidato a prefeito também está fazendo a campanha de corpo a corpo onde é possível. Algumas caminhadas também estão sendo feitas aos sábados pela manhã no centro de Apucarana, aproveitando o comércio aberto.
Já os candidatos a vereador do grupo político do tucano estão concentrando suas campanhas cada um nos bairros onde reside e em outros cantos da cidade. “É uma campanha à base de saliva, suor e sola de sapato”, observa Marcelo.
Trabalho à base da militância
O candidato a prefeito pelo PSOL, Alex Júlio Barbosa, diz que não tem uma equipe de coordenadores de campanha, mas uma militância que se empenha a seu favor e em prol de um projeto político para Apucarana. Sua campanha é feita à base de panfletagem nas portas de faculdades, escolas e empresas, além de uma barraca volante que se instala em ponto estratégico da cidade para distribuição de material de propaganda. “Nosso material até já chegou ao fim e não mandamos imprimir mais por falta de dinheiro, mas estamos firmes na divulgação de nossa mensagem nesta reta final”, afirma Alex Júlio, que não tem candidatos a vereador. (E.C.)