POLÍTICA

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Senadora Tebet se apresenta como pré-candidata do centro-democrático

Da Redação

| Edição de 25 de maio de 2022 | Atualizado em 25 de maio de 2022
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Um dia depois do Cidadania e do MDB confirmarem apoio à pré-candidatura de Simone Tebet (MDB) à Presidência, a senadora falou pela primeira vez, ontem, em uma entrevista coletiva sobre propostas de governo. O apoio do PSDB, no entanto, segue indefinido. “O Baleia (Rossi, presidente do MDB) tem um forte aliado, que é o Cidadania, para continuar nesta conversa, primeiro com o PSDB e depois com outros partidos que tenho certeza de que vão se somar”, disse.

Em abril deste ano o PSDB e o Cidadania entraram com um pedido de registro de federação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo está em curso e, apesar das afinidades de discurso dos presidentes das legendas, o apoio tucano a Tebet permanece em negociação. A possiblidade de ser coadjuvante com um vice, ao invés de um cabeça de chapa, encontra resistência de tucanos que tentam emplacar nomes como Eduardo Leite ou Tasso Jereissati para presidente.

“O vice, em um momento oportuno os presidentes vão dizer. A vida inteira nós fomos obrigadas a andar atrás dos homens. Não posso ser eu neste momento, como única mulher numa chapa, a dar um passo para trás. Aceitar ser vice não é um demérito e não é por mim, mas pelo que eu represento frente ao eleitorado brasileiro. Por muito tempo fomos obrigadas andar atrás. Agora não posso ser eu a dar um passo para trás”, afirmou categoricamente.

A senadora também disse estar em conversa com o PSDB, assim como manteve conversas com João Doria e, durante a coletiva, lembrou da origem tucana, partido que derivou do MDB, bem como o apoio do MDB às gestões do PSDB.

Ela também disse que irá buscar o apoio de outras legendas, mas não especificou quais. “A partir de hoje nós começamos ao lado do presidente do Cidadania e do presidente do MDB a conversar com todos os partidos do centro-democrático, sem exceção, que tenham ou que não tenham pré-candidatos e tenho certeza que outros se somarão”, destacou.

Nesta segunda-feira, o ex-governador de São Paulo, João Doria, anunciou a desistência de sua pré-candidatura, após um processo de desgaste entre os tucanos. O presidente da sigla, Bruno Araújo, alegava os índices de rejeição de Doria – acima dos 60%. O prejuízo que o peso de Doria poderia trazer negativamente para o palanque de Rodrigo Garcia em São Paulo também pesou.

A posição da mulher em um eventual governo dela também foi abordada. A senadora prometeu, caso eleita, “um ministério da paridade entre homens e mulheres”. Ela também citou pesquisas que indicam a falta de definição de um candidato entre o eleitorado feminino e criticou o discurso da “escolha do menos pior” na disputa entre os pré-candidatos Lula (PT) e Bolsonaro (PL).