Ex-ministro da Justiça volta para a Câmara e complica Rocha Loures
Osmar Serraglio não aceitou o convite para ser o ministro da Transparência depois de ser tirado do Ministério da Justiça pelo presidente Michel Temer.
A informação foi dada por Serraglio a deputados da bancada do PMDB e confirmada em nota ao presidente. Volto para a Câmara dos Deputados, onde prosseguirei meu trabalho em prol do Brasil que queremos”, relatou Serraglio em nota.
Ele voltará para a Câmara, onde tem mandato de deputado federal pelo PMDB do Paraná. A consequência da decisão é a saída definitiva do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) em razão da delação da JBS. Loures é suplente de Serraglio e assumiu o mandato do deputado após sua ida para o ministério.
Loures foi flagrado recebendo uma maleta com R$ 500 mil de Ricardo Saud, executivo da JBS, e está sendo investigado no STF no mesmo inquérito de Temer.
Loures perde o foro no Supremo, mas a investigação pode continuar na corte porque está ligada a Temer.
A troca no comando do Ministério da Justiça ocorreu no domingo, a menos de dez dias do julgamento da Justiça Eleitoral que poderá cassar o mandato do presidente, marcado para o dia 6 de junho.
O movimento é visto como uma medida para melhorar a interlocução de Temer com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e com o STF (Supremo Tribunal Federal), responsável por conduzir o inquérito contra o peemedebista.
Diferentemente de Serraglio, o escolhido Torquato Jardim já foi ministro do TSE e tem boa relação com os tribunais superiores. Ele é conhecido pelo perfil conciliador, motivo que também o levou a ocupar a Transparência (ex-CGU).