Após vários adiamentos, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima terça-feira o julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo.
A acusação a ser avaliada pelos ministros do STF é de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, tem base em indícios de que Gleisi e Bernardo teriam recebido R$ 1 milhão para a campanha da petista em 2010, quando ela se elegeu para uma vaga no Senado Federal. Conforme a denúncia apresentada pela PGR, os recursos seriam oriundos de desvios na Petrobras, conforme delação do doleiro Alberto Youssef. Ambos são investigados na Operação Custo Brasil. O casal nega a prática de quaisquer ilícitos e afirma que todas as contas da campanha foram declaradas e integralmente aprovadas pela Justiça Eleitoral.
De acordo com depoimentos de delatores na Operação Lava Jato, o valor é oriundo de recursos desviados de contratos da Petrobras. Ambos foram citados nas delações do doleiro Alberto Youssef.
Em documento encaminhado ao Supremo, a defesa do casal diz que as acusações são “meras conjecturas feitas às pressas” em função de acordos de delação premiada. “A requerida (senadora) jamais praticou qualquer ato que pudesse ser caracterizado como ato ilícito, especialmente no bojo do pleito eleitoral ao Senado Federal no ano de 2010, na medida em que todas as suas contas de campanha foram declaradas e integralmente aprovadas pela Justiça Eleitoral.”