POLÍTICA

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TCE-PR cancela processo de licitação em Mauá da Serra

Edison Costa

| Edição de 24 de março de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) suspendeu, por medida cautelar, licitação realizada pelo Município de Mauá da Serra. O objetivo do Pregão Presencial nº 8/2017 é a formação de registro de preços para a compra de material de expediente, como papéis e canetas. A decisão foi tomada pelo conselheiro Ivens Linhares em 15 de março, data prevista para a realização do certame, e homologada pelo Pleno do TCE-PR na sessão do dia 16.
Para emitir a cautelar, o relator recebeu Representação da Lei nº 8.666/93, a Lei de Licitações, enviada ao TCE-PR em 14 de março pela empresa de pequeno porte Maxpel Comercial. Na representação, a empresa apontou que a exigência de apresentação prévia de amostras de produtos, prevista no edital, fere os princípios da competitividade estipulado no artigo 37 da Constituição Federal, o artigo 3º da Lei de Licitações e a jurisprudência dos tribunais de contas e do Poder Judiciário.
No Despacho 605/17, em que concedeu a cautelar, o conselheiro Ivens Linhares considerou que a exigência de amostras previamente à licitação “onera desnecessariamente os licitantes e restringe indevidamente a competitividade”, situações que podem levar à nulidade do edital da licitação. Citou decisões anteriores proferidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e do próprio TCE-PR, que não admitem a exigência da apresentação de amostras como condição de participação em licitações.
O prefeito Hermes Wicthoff (PTB) explicou ontem que uma lei de meados do ano passado proibiu a exigência de amostras de produtos em licitações e ele não sabia disso. Informou que a licitação já foi cancelada e uma outra será aberta nos próximos dias.