Em busca de uma agenda positiva, o presidente interino Michel Temer (PMDB) anunciou ontem um reajuste médio de 12,5% para os benefícios do programa Bolsa Família, acima dos 9% prometidos por Dilma Rousseff em maio.
O aumento passará a valer a partir de julho. O peemedebista decidiu fazer o anúncio no mesmo dia em que foram divulgados dados sobre o aumento da taxa de desemprego no País.
Segundo o IBGE, o percentual ficou em 11,2% no trimestre de março a maio, elevando o total de desempregados para 11,4 milhões. No trimestre passado, de dezembro a fevereiro, a taxa havia ficado em 10,2%.
Segundo o governo federal, o aumento será concedido com base em remanejamento de recursos já previstos no orçamento da pasta para este ano, que será mantido em R$ 28 bilhões. O benefício social não sofria reajuste desde maio de 2014.
Segundo o ministro Osmar Terra (Desenvolvimento Social), os valores foram revistos porque o percentual anterior não “recuperava o poder de compra dos beneficiários”, que estavam há dois anos sem atualização.
“A crise econômica provocada pelo governo anterior é sentida, sobretudo, pelos mais pobres. Deixá-los perdendo, ano a ano, seu poder de compra seria muito injusto”, criticou.
Segundo ele, os “desacertos econômicos” da gestão petista trouxeram um impacto na renda dos trabalhadores. “Da maneira como vinha sendo feito, não poderia continuar”, disse, ressaltando que o governo interino tentará recuperar os cortes feitos pela administração anterior na área social.