O deputado federal paranaense Osmar Serraglio perdeu ontem a disputa pela indicação de candidato da bancada do PMDB à presidência da Câmara, na vaga aberta pela renúncia de Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Serraglio foi derrotado no segundo turno da votação interna da bancada pelo ex-ministro da Saúde do governo Dilma Rousseff (PT), Marcelo Castro, que recebeu 28 votos contra 18 do paranaense. Castro não tinha preferência do governo.
Até ontem, 13 parlamentares oficializaram suas candidaturas à presidência da Câmara. A eleição está marcada para as 16 horas de hoje.
O presidente interino Michel Temer (PMDB) disse ontem que a escolha do deputado Marcelo Castro (PI) como candidato único do PMDB é uma demonstração de que não vai se envolver na disputa.
“É uma demonstração de que nós não entramos na questão da Câmara”, afirmou Temer, após ser perguntado se iria apoiar a candidatura de Castro. Temer deu a declaração depois de um almoço com representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária.
Depois de mais de uma hora de reunião a portas fechadas, o PMDB escolheu o deputado e ex-ministro da Saúde do governo de Dilma Rousseff (PT), Marcelo Castro, para ser o candidato único do partido na eleição à presidência da Câmara.
Antes do almoço, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, afirmou que a indicação do PMDB é “demonstração inequívoca de que o governo não está se envolvendo no processo” de eleição na Casa. “O processo está em andamento. Minha expectativa continua sendo a de que possamos ter ao fim um número menor de candidatos.