POLÍTICA

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Temer reúne equipe e aliados para se livrar de denúncia

AGÊNCIAS

| Edição de 30 de julho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Faltando quatro dias para votação pela Câmara dos Deputados da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB), o governo e os parlamentares aliados tentam estabelecer neste final de semana as estratégias para barrar o prosseguimento do processo para o Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão que vai decidir pelo prosseguimento ou não da denúncia está marcada para a próxima quarta-feira.

Imagem ilustrativa da imagem Temer reúne equipe e aliados para se livrar de denúncia


Temer vai comandar em Brasília, neste domingo, uma reunião com ministros e deputados da base aliada para discutir a votação. O encontro está previsto para o Palácio do Jaburu, assim como têm sido as últimas reuniões para discutir a denúncia.
Com o objetivo de desgastar a imagem do presidente Temer, a estratégia – praticamente definida – da oposição é a seguinte: não registrar a presença em plenário e adiar a votação.
Nos bastidores da Câmara, deputados contrários a Temer avaliam que o cenário atual é favorável ao presidente, ou seja, que há a possibilidade de a denúncia ser rejeitada pelo plenário da Casa.
Em função desta expectativa formada, está prevista para a próxima terça, véspera da votação, uma reunião na Câmara de todos os líderes de partidos e deputados da oposição, no sentido de se adotar uma estratégia comum no dia da votação da denúncia.
O presidente Temer foi denunciado pela PGR junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base nas delações de executivos do grupo J&F, que controla a JBS. Temer foi denunciado por corrupção passiva.
Segundo o procurador Rodrigo Janot, que ofereceu a denúncia, Temer se valeu do cargo de presidente para receber vantagem indevida de R$ 500 mil, por meio do ex-deputado Rocha Loures (PMDB), oferecida pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS e cuja delação desencadeou a atual investigação. 
O STF só poderá analisar a denúncia, porém, se a Câmara autorizar. Para o processo seguir para a Corte, são necessários os votos de, pelo menos, 342 deputados contra Temer.