POLÍTICA

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Temer se entrega à PF e fica preso em São Paulo

Folhapress

| Edição de 10 de maio de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O ex-presidente Michel Temer (MDB) se apresentou à Polícia Federal de São Paulo pouco antes das 15h desta quinta-feira, após ter seu habeas corpus revogado um dia antes pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Em seguida, advogados do ex-presidente entraram com novo pedido de habeas corpus, desta vez no STJ (Superior Tribunal de Justiça), considerado a terceira instância da Justiça.

Imagem ilustrativa da imagem Temer se entrega à PF e fica preso em São Paulo


Também se entregou à PF na tarde de ontem João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, amigo do ex-presidente e sócio da empresa Argeplan. Ambos ficarão presos em São Paulo.
Temer se entregou duas horas antes do prazo imposto pela juíza Carolina Figueiredo, da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, responsável por executar a decisão do tribunal. Temer saiu de casa em um carro preto e acompanhado de outros quatro veículos de escolta. O ex-presidente não falou com a imprensa.
O TRF-2 decidiu que o ex-presidente ficará preso em São Paulo, em uma sala improvisada na Superintendência da Polícia Federal, na zona oeste da cidade. A outra alternativa seria o Rio de Janeiro, onde o emedebista ficou preso por quatro dias em março.
Mais cedo, a juíza Caroline Figueiredo, da 7ª Vara Criminal, havia consultado o tribunal sobre a possibilidade de manter Temer preso em São Paulo, próximo ao seu meio social e familiar.
O ex-presidente havia sido preso em março após decisão do juiz Marcelo Bretas, que acatou pedido da força-tarefa da Lava Jato no Rio. Segundo a Procuradoria, Temer é suspeito de chefiar uma quadrilha criminosa que, por 40 anos, recebeu vantagens indevidas por meio de contratos envolvendo estatais e órgãos públicos.
O Ministério Público liga o grupo de Temer a desvios de até R$ 1,8 bilhão, numa operação que teve como foco um contrato firmado entre a Eletronuclear e as empresas Argeplan (do coronel Lima), AF Consult e Engevix. O ex-presidente também é investigado em outros oito processos -é réu em seis deles.