POLÍTICA

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Teste descarta fraude nas urnas em Apucarana e Arapongas

Edison Costa

| Edição de 24 de outubro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em audiências públicas realizadas na tarde de ontem, os Fóruns Eleitorais das Comarcas de Apucarana e Arapongas realizaram auditorias nas urnas eletrônicas que foram utilizadas no primeiro turno e voltarão a ser usadas neste domingo, no segundo turno das eleições. O objetivo é verificar se os equipamentos estão funcionando de forma correta e livres da possibilidade de ocorrência de fraude durante a votação. Em ambas as comarcas, nada de anormal foi detectado nos aparelhos na simulação de votos.

Imagem ilustrativa da imagem Teste descarta fraude nas urnas em Apucarana e Arapongas


No caso do Paraná, a eleição do próximo domingo será para escolha apenas do presidente da República, uma vez que o pleito para governador já foi decidido no primeiro turno.
Sob coordenação da juíza da 28ª Zona Eleitoral da Comarca de Apucarana, Carolline de Castro Carrijo, do promotor Gustavo Marcel Marinho, da chefe do Cartório Eleitoral, Andrea Silva Milanin, e técnicos da Justiça Eleitoral, participaram da audiência em Apucarana o presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Carlos Antônio Stoppa, representantes de partidos políticos e de segmentos organizados da comunidade.
Uma simulação de votação, da mesma maneira como será no pleito de domingo, foi feita pelos participantes da audiência em três urnas de Apucarana, Cambira e Novo Itacolomi, escolhidas aleatoriamente. A princípio, nenhum problema foi detectado.
“O que fizemos aqui hoje é o mesmo que o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná fez em Curitiba na semana passada”, disse a juíza Carolline Carrijo, explicando que a auditoria visa confirmar ou não a credibilidade das urnas. Segundo ela, assim como foi constatado em Curitiba, em Apucarana também não foi detectado nenhum problema. “O eleitor pode ir às urnas e votar tranquilamente na eleição do próximo domingo”, garante.
A juíza acrescenta que, caso o eleitor detectar qualquer problema no dia da votação, ele poderá informar de imediato ao presidente dos mesários. O caso será registrado em ata e o eleitor poderá inclusive fotografar a ata e registrar a ocorrência no aplicativo Pardal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 
Trata-se de um aplicativo desenvolvido pelo TSE, que permite ao eleitor o envio de denúncias de indícios de práticas eleitorais indevidas ou ilegais no âmbito da Justiça Eleitoral. Tais denúncias devem conter informações e evidências que ajudem a Justiça Eleitoral e o Ministério Público no combate a crimes eleitorais. Em cada seção haverá alguém orientando o eleitor sobre os procedimentos cabíveis.
O advogado Carlos Stoppa, presidente da subseção da OAB de Apucarana, afirmou que a entidade tem plena confiança nas urnas eletrônicas, porque já constatou isso em auditoria na semana passada em Curitiba. “O eleitor pode votar tranquilo, consciente e com liberdade”, garantiu. 
Segundo Stoppa, o sistema pode apresentar defeitos, mas nada que se compare a uma adulteração da votação.
O advogado Marcos Dias, representante do partido PSL, disse que como leigo no assunto não tem condições de avaliar se as urnas são seguras ou não, já que não entende como funciona o programa. No entanto, seu maior receio está na hora de transmissão de dados diretamente da seção eleitoral para a central do TSE. “A gente não sabe como os dados são coletados e transmitidos após a eleição”

Simulação não aponta problemas
Ontem à tarde, também houve audiência pública no Fórum Eleitoral de Arapongas, ocasião em que foram realizadas auditorias em amostragens de cinco urnas de Arapongas e Sabáudia. A audiência foi coordenada pelo juiz da 61ª Zona Eleitoral, Amarildo Clementino Soares, juntamente com o promotor Rogério Barco de Toledo, com a participação do presidente da Subseção da OAB, Fabiano Viana Barros, e representantes dos partidos políticos e de segmentos organizados, além de eleitores.
Segundo o chefe do Cartório Eleitoral, Alex Petruci, nada de anormal foi detectado nos equipamentos, que estão funcionando sem problemas. Ele assinala que até eleitores que fizeram reclamações sobre problemas na votação do primeiro turno acompanharam a auditoria. A comarca terá 262 urnas em Arapongas e 17 em Sabáudia. (E.C.)