Trabalhadores realizaram protestos ontem contra a reforma da Previdência Social, proposta pelo governo federal, em várias cidades do Paraná. Na região, os atos foram realizados em Apucarana e Ivaiporã. Eles saíram em passeata até a frente das agências do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
Em Ivaiporã, a manifestação percorreu as principais ruas e avenidas da cidade. O protesto organizado pelo Movimento Sem Terra (MST) reuniu aposentados, agricultores, estudantes, professores, sindicalistas, entre outros. Os manifestantes, que se concentraram no terminal rodoviário municipal, saíram em caminhada até o INSS, onde ocorreu o ato.
A trabalhadora rural Carla Daleciane, do Assentamento 8 de Abril, diz que as mulheres de forma geral serão as principais atingidas se a reforma for como quer o Governo Temer. “Essa reforma desconsidera a nossa dupla jornada de trabalho. Esquecem que a mulher continua respondendo pelas tarefas do trabalho e das tarefas domésticas. Precisamos barrar essa proposta do Governo Temer, senão nossos direitos conquistados serão enterrados”, enfatiza Carla.
O ex-deputado federal Dr. Rosinha (PT) também participou da manifestação. Ele diz que as reformas da Previdência são exigências do setor financeiro. “No momento em que o governo exige que o trabalhador tenha que pagar 49 anos para se aposentar com salário mínimo integral, significa que se os trabalhadores quiserem ter alguma renda terá que fazer previdência privada. Então, o objetivo dessa reforma é jogar a favor da previdência privada”, completa Dr. Rosinha.
Outro ponto questionado pelos trabalhadores é a idade mínima de 65 anos para se aposentar.