POLÍTICA

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Trabalhadores saem às ruas em protesto contra reformas

Vanuza Borges e Ivan Maldonado

| Edição de 16 de março de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Centenas de manifestantes foram às ruas ontem na região para protestar contra as reformas da Previdência e Trabalhista. A adesão ao movimento nacional aconteceu em Apucarana, Ivaiporã e Jardim Alegre. Durante a manifestação, representantes de diversas categorias aproveitaram para questionar os principais pontos propostos pelas reformas. Na esfera da Previdência, as principais queixas são o tempo de contribuição e a idade mínima equivalente para homens e mulheres. Já na área trabalhista, as mudanças no contrato de trabalho temporário e o negociado prevalecer sobre o legislado são questionadas.

Em Apucarana, a concentração teve início às 9 horas, na Praça Interventor Manoel Ribas (Praça do Redondo). Depois, os manifestantes seguiram pela Avenida Curitiba, onde pararam para entregar panfletos com as mudanças propostas aos trabalhadores do comércio. O ato se repetiu em trecho da Rua Ponta Grossa. A manifestação terminou em frente à agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com a participação de quase 200 pessoas. 

Imagem ilustrativa da imagem Trabalhadores saem às ruas em protesto contra reformas
Trabalhadores e sindicalistas participam de passeata em Apucarana | Foto: Delair Garcia

Entre os manifestantes, além de bancários e professores, estavam representantes dos assentamentos Dorcelina Folador, de Arapongas, e Che Guevara, de Faxinal, além de trabalhadores da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Apucarana (Cocap), Pastoral da Juventude, União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES) e Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Vestuário de Apucarana e Região (Stivar), entre outros.

Para a professora Maria do Carmo Souza Bento, 62 anos, e o filho João Paulo Souza Bento, de 31 anos, que foram juntos à manifestação, o ato representa a insatisfação com as propostas previstas nas reformas. “Não acredito que exista um déficit da previdência, porque os próprios auditores da Receita Federal negam. Eu acredito que estão acontecendo desvios. E a Previdência não é composta apenas da contribuição dos trabalhadores, mas também da arrecadação de impostos. Precisamos ter mais consciência e dar a nossa voz”, diz Maria do Carmo.

Em Ivaiporã, a manifestação contra as propostas de reforma da Previdência Social começou também por volta das 9 horas, na Praça Manoel Teodoro da Rocha, com a presença de professores da rede estadual e do município. Também houve a adesão de alguns professores do IFPR, de representantes do sindicato dos trabalhadores rurais, do sindicato dos comerciários e dos funcionários de Furnas Centrais Elétrica, que paralisaram as atividades durante o dia todo. Em Jardim Alegre, as manifestações ocorreram na Praça da Igreja Matriz com a participação de professores e trabalhadores rurais. 

Os professores da rede municipal de Ivaiporã, que participaram em massa do movimento, além da insatisfação com a reforma da Previdência, também manifestaram contra o projeto de lei do executivo municipal que reduz o adicional de capacitação.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ivaiporã, Donizete Pires, diz que se a reforma da Previdência Social for aprovada, todos serão prejudicados. Os produtores rurais, por sua vez, alegam que as alterações inviabilizarão o acesso dos contribuintes do campo ao benefício e afetarão a economia dos pequenos municípios. 

O dia de protesto marca também o início da paralisação dos professores estaduais, que irão decidir no próximo sábado em assembleia os rumos da greve.