O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) determinou ontem a soltura do vereador afastado de Londrina, Rony Alves (PTB). Ele está preso desde o dia 22 de dezembro por suspeita de ameaçar uma testemunha da Operação Zona Residencial 3 (ZR3), que apura um esquema de cobrança de propina para mudança de zoneamento em Londrina.
A decisão liminar do juiz de direito substituto em 2º Grau Kennedy Josué Greca de Mattos, publicada na tarde de ontem no Diário da Justiça, considerou que os fatos, descritos no pedido de prisão pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), não configuram a coação de testemunha no curso do processo.
Até final da tarde de ontem, Rony Alves ainda estava detido na Penitenciária Estadual de Londrina I (PEL I).
“Em que pesem os fundamentos lançados na decisão que decretou a segregação cautelar do paciente e na decisão que indeferiu o pedido de revogação de sua prisão preventiva, não verifico se tratar de ameaça a fala do paciente à suposta vítima de que 'Deus iria castigar quem fez aquilo com ele' (...), bem como que os dizeres de que a parte ofendida estaria agindo 'como se não tivesse mãe ou filho que amasse'”, diz um trecho do despacho.
Ainda conforme a decisão, a suposta ameaça ocorreu em 7 de dezembro do ano passado, mas, o pedido de prisão preventiva, foi formulado somente 14 dias depois, em 21 de dezembro.
O juiz ainda considera que a suposta vítima de ameaça já foi ouvida em audiência de instrução realizada em 17 de outubro de 2018, o que elimina o entendimento de que “criaria obstáculos à instrução processual”. (EDITORIA DE POLÍTICA)