POLÍTICA

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Troca de farpas entre vereadores marca sessão em Arapongas

Edison Costa

| Edição de 25 de abril de 2018 | Atualizado em 24 de abril de 2018

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Uma troca de “farpas” entre a vereadora Angélica Ferreira (PSC), mais conhecida por Angélica Enfermeira, e o vereador Aroldo Pagan (PHS) marcou a sessão ordinária da Câmara de Arapongas realizada na noite de segunda-feira. Eles trocaram acusações durante os discursos no segundo expediente e o fato abriu caminho para que outros vereadores entrassem na mesma discussão.

Imagem ilustrativa da imagem Troca de farpas entre vereadores marca sessão em Arapongas


Tudo começou quando Angélica Ferreira reclamou de algumas acusações contra ela que teriam sido feitas por pessoas da cidade em redes sociais e através de boatos sobre sua postura no Legislativo. Isto porque ela votou a favor da reposição salarial anual dos servidores pelo INPC, de 1,5%, conforme projeto de lei enviado à Câmara pelo Poder Executivo. 

“A vereadora Angélica não tem poder de dar reajuste salarial para ninguém”, disse ela, explicando que quando o projeto da reposição foi apresentado em plenário ela só tinha duas alternativas: ou votar contra ou votar a favor. “Eu não poderia votar contra um aumento que é de lei”, declarou, acrescentando que o dia em que for prefeita da cidade aí sim poderão cobrar dela reajuste para servidores. Como vereadora ela justificou que não poderia ir contra uma lei maior que veda ao Legislativo aumentar despesas do Executivo. Além disso, conforme lembrou, o mesmo instrumento de reposição salarial, o INPC, vem sendo adotado desde as gestões de Beto Pugliese, Padre Beffa e agora de Sérgio Onofre.
“Hoje, eu e mais alguns pares estamos sendo lembrados, por motivos politiqueiros, como capachos ou vendidos e um único como herói”, disse, dando entender, sem citar nome, que este último seria o vereador Aroldo Pagan.
Na sequência, a vereadora frisou que na Câmara não existe super herói porque, “quando se fecharam escolas da zona rural no mandato passado, esse nobre vereador super herói não lutou contra as forças inimigas. Quando houve uma manobra na gestão passada para beneficiar alguns servidores, que nem foram à Câmara pedir reajuste, este vereador super herói não foi contra”, lembrou.
Já o vereador Aroldo Pagan respondeu procurando não polemizar o assunto. “Dispenso esse valoroso título de super herói, até porque não fui criado em berço de ouro. Fui criado com bastante dificuldades e graças a Deus que assim fui criado, assim como também a nossa companheira vereadora e tantos outros de nós aqui”, declarou. Tudo que faço é pensando em ser coerente para atingir a maioria da população, nesse caso específico, os funcionários públicos”, assinalou.

Miguel Messias rebate críticas e Rubão compara cargos
O vereador Miguel Messias Gomes (SD) também comentou críticas que os vereadores têm recebido em Arapongas por causa da votação do projeto de reposição salarial. Segundo ele, o que muitos precisam saber é que não se trata de reajuste salarial, apenas uma reposição de 1,56% correspondente à revisão anual por lei. Da mesma forma, não foi votado nenhum aumento maior para os vereadores e um menor para os servidores. 
“Nós também queremos que os servidores tenham reajuste maior e quando isso vier nós estaremos do lado dos servidores”, afirmou.
Já o vereador Rubens Franzin Manoel (PP), o Rubão, fez questão de frisar que o vereador Aroldo Pagan é da oposição e faz uma “oposição séria, não é mentirosa”. Tanto que ele teria dito que o atual prefeito tinha mais cargos em comissão que o anterior. Mas se contradizendo, afirmou que em fevereiro de 2014 (época do Beffa) havia 204 comissionados e em fevereiro de 2018 eram 89. “Então a diferença é grande”, ironizou.
Rubão disse que vota a favor de todos os projetos dando reajuste aos servidores. “Se vier 1%, voto a favor, se vier 10% voto a favor e se for 20% sou a favor, não voto contra”, declarou. (E.C)