POLÍTICA

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TSE pretende trazer 100 observadores internacionais para atuarem nas eleições

Estadão Conteúdo

| Edição de 17 de maio de 2022 | Atualizado em 17 de maio de 2022
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, anunciou nesta terça-feira que a Corte não desistiu de contar com representantes europeus na observação das eleições 2022, tendo a expectativa de trazer ao País mais de 100 autoridades internacionais para atuarem como observadores durante o período de campanha em outubro. Para atingir sucesso na empreitada, o TSE firmou parceria com o Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (Idea Internacional), que coordena a criação de uma rede de observações formada, especialmente, por representantes europeus.

A estratégia de criar uma rede de observadores internacionais surge após o recuo do TSE no convite às autoridades da União Europeia para atuarem em missão de observação antes, durante e depois das eleições. Fontes da diplomacia europeia disseram que o convite para uma missão exploratória foi retirado por causa de “reservas expressas pelo governo brasileiro”.

O Ministério das Relações Exteriores realizou contraofensiva imediata à movimentação

do tribunal e disse que o eventual convite à comunidade europeia destoa do modo de funcionamento convencional das missões de observação. A pasta não recebeu com satisfação o movimento da Justiça Eleitoral de trazer observadores, segundo uma fonte do TSE. Em nota, o Itamaraty disse “não ser da tradição do Brasil ser avaliado por organização internacional da qual não faz parte”.

Durante evento no TSE, nesta terça-feira, sobre democracia e eleições na América Latina, Fachin disse que, neste ano, “o Brasil olha para o mundo e o mundo democrático olha para o Brasil”. Segundo o ministro-presidente, os acontecimentos do País “influenciam o cenário global”, assim como os eventos internacionais impactam o Brasil. O magistrado citou a “estapafúrdia invasão do Capitólio (nos Estados Unidos, em janeiro de 2021), os ataques ao Instituto Eleitoral do México e as ameaças de morte sofridas por autoridades eleitorais do Peru, como exemplos de fatos que se refletem no País.

O TSE preparou uma ofensiva internacional para trazer delegações estrangeiras ao País em outubro, numa tentativa de chancelar os resultados das urnas eletrônicas. A Justiça Eleitoral pretende trazer ao território nacional observadores consolidados como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Carter Center, organização fundada pelo ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter na área dos direitos humanos, dentre outros.