POLÍTICA

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Vereadores de Apucarana divergem sobre atuação do governo Temer

Edison Costa

| Edição de 19 de maio de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A troca de comando do País, com o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) e a entrada interina do vice Michel Temer (PMDB), dominou os discursos na sessão ordinária de terça-feira à noite da Câmara de Apucarana. Vereadores divergem sobre se esta troca foi positiva ou não para os brasileiros, numa avaliação preliminar das propostas defendidas pela equipe de governo na tentativa de tirar o País da crise econômica.

Para a vereadora Telma Reis (PMDB), que iniciou as discussões sobre o assunto, somente a troca de comando não vai resolver os problemas do País, porém já dá uma confiança ao povo brasileiro de que alguma coisa de boa poderá vir. O que não pode, conforme ela, é a manutenção da atual situação do Brasil, com cerca de 10 milhões de desempregados, um déficit público na casa dos R$ 100 bilhões e uma inflação atingindo 9,28% ao ano. No seu entender, o corte de 4 mil cargos comissionados já é uma resposta boa, mas que isso não fique só em discurso.

Imagem ilustrativa da imagem Vereadores de Apucarana divergem sobre atuação do governo Temer

O vereador Luiz Cordeiro Magalhães (PRB), que usou da Tribuna logo em seguida, discordou de Telma Reis. Segundo ele, o corte de 4 mil cargos comissionados não significa nada diante do tamanho do Estado.

A nova equipe montada por Michel Temer, conforme assinala, também não dá muita esperança ao povo brasileiro de mudança para melhor. “As propostas defendidas por esse governo estão longe daquilo que o País precisa para crescer”, disse, lembrando que até agora só se falou na volta da CPMF, que tanto foi combatida no governo Dilma, e alterações na Previdência Social que só vão prejudicar os trabalhadores. “Daqui uns dias o povo terá que voltar às ruas para protestar e pedir o impeachment deste governo”, afirmou Magalhães.

O vereador Luciano Molina (Rede) disse acreditar que Michel Temer vai devolver a governabilidade ao País, que é o que se precisa no momento. “Agora, se esse governo vai ser bom ou ruim, nós temos que esperar”, afirmou. “Nós temos que acreditar que algo de bom vai acontecer porque, queira ou não, quem paga as contas somos nós”, disse.

Já a vereadora Aurita Bertoli (PT) fez duas críticas ao ministro da Saúde, Ricardo Barros. Ela lembrou que o novo ministro já entrou no cargo insinuando que o Sistema Único de Saúde (SUS) precisa ficar reduzido. Para Aurita, não se pode reduzir um sistema que foi conquistado com muita luta e que atende às pessoas que mais precisam de acesso à saúde.

Ela lembrou também que o próprio ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez questão de dizer que os gastos com programas sociais são insignificantes na economia do País.

Aurita também criticou o ministro das Cidades, Bruno de Araújo, que suspendeu portaria assinada pela presidente Dilma autorizando a Caixa Econômica Federal a abrir processo para construção de mais 11.250 casas pelo programa Minha Casa Minha Vida. “Este corte pode afetar contratos de Apucarana”, alertou.

Para Bertoli, Dilma tinha que sair
Já o vereador Mauro Bertoli (DEM) rebateu as críticas contra Michel Temer, feitas no plenário da Câmara de Apucarana. Segundo ele, a aprovação do impeachment com 367 votos na Câmara Federal e 55 no Senado deixa claro que o afastamento de Dilma era mais que necessário. “Não há possibilidade em se falar em golpe, basta observar a Constituição Federal. Dilma cometeu crime de responsabilidade fiscal, motivo pelo qual a Câmara de Apucarana já reprovou contas de ex-prefeitos”, disse.