A Câmara de Vereadores de Arapongas realizou na noite de segunda-feira a sua sessão ordinária. Diversos projetos e requerimentos foram aprovados pelo Legislativo, sob a direção do presidente Osvaldo Alves dos Santos (PSC), o Osvaldinho.
No entanto, o assunto que dominou os discursos foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada na semana passada, que suspendeu o julgamento do habeas corpus preventivo impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra sua prisão após segunda instância e ainda concedeu liminar para que ele fique em liberdade até o dia 4 de abril. Tal atitude dos ministros causou indignação a alguns vereadores.
“Hoje era para nós estarmos aqui comemorando a prisão do Lula mas, graças a um bando de vagabundos, na semana passada ele conseguiu se livrar até o dia 4 de abril, espero que seja só até o dia 4”, disse o vereador Rubens Franzin Manoel (PP), o Rubão. Segundo ele, o juiz Sérgio Moro já condenou 116 pessoas na Lava Jato e conseguiu colocar pelo menos 30 na cadeia. “Mas até hoje o STF não condenou nenhum deputado, nenhum senador e ninguém. “Nosso país está com um Supremo covarde e sem vergonha”, alfinetou Rubão, citando que a maioria dos ministros da Corte foi nomeada pelos ex-presidentes Lula, Dilma e Fernando Collor. Rubão disse ter saudades do militarismo, para quem foi um tempo bom.
O vereador Agnelson Galassi (PHS) citou algumas denominações que foram dadas por manifestações populares ao STF como “Supremo Tribunal, Vergonha Nacional”, “Ave de Rapina”, “Corte Venezuelana” e “Aqui Jaz Suprema Corte”.
Para Galassi, se não houver uma mobilização nacional Lula não vai ser preso. Segundo ele, algum ministro poderá pedir vista do processo no dia 4 e aí não se sabe quando o habeas corpus será julgado.
Já a vereadora Angélica Ferreira (PSC) disse que o retrato representativo do País hoje pela Suprema Corte causa vergonha e considerou como “assassinos em massa aqueles corruptos que tiram dinheiro do País para encher seus bolsos”. Ela defendeu que o povo brasileiro dê seu voto de repúdio à corrupção nas eleições deste ano. “Este voto de repúdio tem que começar na nossa cidade, na nossa família, analisando bem os candidatos que vêm pedir votos”, alertou.