Um grupo de sete vereadores apresentou na sessão ordinária da Câmara de Arapongas, na sessão ordinária de segunda-feira, requerimento que pede ao Poder Executivo o rompimento do acordo feito em 2017 entre o Município e a concessionária Viapar, que resultou na manutenção do fechamento do prolongamento da Rua Rabilonga Vermelha, nas proximidades da praça de pedágio. No entanto, o requerimento foi rejeitado por oito votos a sete, com o voto de minerva do presidente da Câmara, Osvaldo Alves dos Santos (PSC), o Osvaldinho. Pelo acordo, a empresa teria se comprometido, entre outras coisas, a reduzir o preço da tarifa de pedágio a uma parcela de moradores de Arapongas (estudantes, trabalhadores e pessoas em tratamento médico); a construir o contorno leste da cidade antes do prazo final do contrato de concessão de rodovias, que vence em 2021, e uma marginal na PR-444, na saída de Arapongas para Mandaguari, além da iluminação pública da BR-369 de Arapongas até Aricanduva.
Como dois desses compromissos ainda não foram cumpridos, que é a construção do contorno leste e a marginal da PR-444, os vereadores que subscrevem o requerimento entendem que o acordo com o município tem que ser suspenso já e o trecho fechado da Rabilonga Vermelha devolvido ao Município e reaberto aos usuários. Da mesma forma, pedem o ressarcimento dos prejuízos causados ao Município pela não execução das obras previstas.
Diante da rejeição do requerimento, eles pretendem agora buscar as vias judiciais no sentido de garantir os direitos de Arapongas no contrato de concessão de rodovias antes que a Viapar deixe o município no término do contrato. “Daqui dois anos, a Viapar já foi embora de Arapongas, trocou de sócios, aí não adianta mais”, disse o vereador Fernando Henrique, para quem é necessário ingressar em juízo já para quebrar este acordo.
Mesma opinião tem a vereadora Angélica Ferreira, para quem esta é a hora de Arapongas valorizar o pacto feito entre o Município e a Viapar nesta reta final para garantir seus direitos. “Nós temos que dizer: ou eles fazem as obras ou abram a Rabilonga”, afirmou.
Vereadores que votaram contra o requerimento argumentam que ainda faltam dois anos para o vencimento do contrato de concessão da Viapar. Sendo assim é necessário esperar até o seu final. “Esta quebra de contrato agora é ruim para o município, quem vai levar vantagem é a Viapar”, argumenta o presidente da Câmara, Osvaldinho. Segundo ele, isto acontecendo aí é que a Viapar não vai fazer mais nada mesmo. “Quem esperou até agora pode esperar mais dois anos”, acrescenta.
O vereador Márcio Antônio Nickenig (PSB), que votou contra a quebra do acordo já, diz que ainda tem esperança de que as obras prometidas pela Viapar serão pelo menos iniciadas nesses dois anos. “Se cancelar o contrato agora, vamos dar mais motivo para a Viapar não fazer o trabalho”, disse o vereador, para quem é preciso esperar os dois anos que faltam para término do contrato. Márcio Nickenig disse ter recebido informação do prefeito Sérgio Onofre da Silva (PSC ), ainda na segunda-feira, de que o governador Ratinho Júnior (PSD) deu garantias de que todas as desapropriações de terras para construção do contorno leste serão pagas pelo governo do Estado. “Eu não vou perder a esperança, temos que acreditar”, afirmou.
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