Vereadores de Apucarana estiveram reunidos, ontem pela manhã, no gabinete do presidente da Câmara, José Airton Deco de Araújo (PR), para definir os valores dos subsídios para a próxima Legislatura. Apenas três não compareceram: Mauro Bertoli (DEM), Luciano Molina (Rede) e Telma Reis (PMDB). A reunião contou com a presença dos assessores jurídicos Petrônio Cardoso e Wilson Penharbel.
Na reunião de ontem o grupo achou por bem voltar atrás e manter a partir de 2017 os mesmos valores praticados hoje, ou sejam, R$ 8,8 mil para os vereadores e R$ 13,3 mil para o presidente do Legislativo.
Esses são os valores que deverão estar descritos no projeto de resolução a ser elaborado pela mesa executiva até esta sexta-feira e que poderá ser lido em plenário já na sessão ordinária da próxima terça-feira. Para ser aprovado, o projeto precisa ser votado em dois turnos, com um intervalo de 10 dias.
A proposta inicial era voltar aos mesmos níveis praticados no início de 2013, conforme projeto de lei aprovado em abril de 2012, que seriam R$ 7,1 mil para os vereadores e R$ 10,6 mil para o presidente. Mas não houve consenso em torno desta proposição.
Segundo Deco, os vereadores entendem que não poderiam mudar o que já foi aprovado em 2012. Além disso, consideram que a Câmara de Apucarana precisa acompanhar os mesmos subsídios praticados em municípios do mesmo porte, como Arapongas, Umuarama e Campo Mourão, entre outros.
“É bom que se diga que não estamos votando nossos próprios subsídios, mas dos vereadores eleitos no pleito deste ano e que assumirão em 2017”, frisa Deco. “A lei determina que temos que definir isso neste final de mandato e é o que vamos fazer”, acrescenta. “E não estamos aumentando nada, estamos congelando”, completa.
Quanto aos salários do prefeito, vice, secretários e procuradores, a Prefeitura já encaminhou à Câmara uma planilha com as propostas a serem analisadas pelos vereadores. A planilha eleva os salários dos secretários e procuradores dos atuais R$ 8,3 mil para R$ 10,8 mil. Já os salários do prefeito ficam congelados em R$ 21,2 mil e do vice em R$ 10,8 mil.
Movimento faz protesto silencioso durante sessão
O movimento denominado “Frente Brasil Popular”, de Apucarana, fez um protesto silencioso na sessão da Câmara de Vereadores, terça-feira à noite. Seus integrantes não gostaram da atitude do presidente do Legislativo, José Airton Deco de Araújo (PR), que, conforme argumentam, impediu que seu representante Alex Júlio Barbosa fizesse comentários sobre impeachment da presidente Dilma na Tribuna Livre.
O movimento havia pedido para usar da Tribuna Livre para falar da “Frente Brasil Popular” instalada na semana passada em Apucarana, o que foi aceito atendendo a um requerimento da vereadora Aurita Bertoli (PT). No entanto, quando Alex Júlio foi utilizar-se da Tribuna Livre, Deco recomendou que não se falasse temas relacionados ao impeachment ou política partidária. Inconformado, Alex Júlio apenas declamou trecho de um poema de Camões e se retirou. Todos os integrantes do grupo também deixaram o recinto da Câmara de forma silenciosa e foram embora. Depois voltaram, mas sem falar nada.
Deco justificou que, se fossem discutidos temas relacionados à política partidária, isso poderia ferir a dignidade da Câmara. Sua intenção foi preservar os vereadores, que são de diferentes partidos políticos. (E.C.)