POLÍTICA

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Vitória sobre a imprudência. Mas até quando?

Da Redação

| Edição de 10 de novembro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A colocação de vigias na passagem de mesmo nível entre linha férrea e a PR-466, em Jandaia do Sul, claramente surtiu o efeito esperado. A medida marcou o fim dos acidentes no local, que era conhecido anteriormente por ser um ponto com grande número de colisões envolvendo trens. Claro que a imensa maioria dos acidentes é causada devido à imprudência de motoristas. Imprudência esta que ainda persiste e desafia a empresa responsável pela passagem a buscar uma nova solução, apesar dos bons resultados atuais.
A passagem da linha férrea havia se tornado famosa pela quantidade de acidentes no local. De janeiro a julho deste ano, 8 acidentes foram registrados no local. Desde então, o local está sem registros de colisões, de acordo com reportagem da Tribuna publicada na edição de ontem. O último acidente no local foi registrado pelos bombeiros civis de Jandaia no dia 25 de julho.
O local, no acesso à BR-376 saída para Mandaguari, é entrada e saída da cidade para diversos municípios da região e ponto importante de passagem de caminhões que fazem escoamento da produção de cana de açúcar, já que a cidade possui uma usina de beneficiamento. Além disso, o trecho é passagem obrigatória para alunos da Fafijan e do campus da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que funcionam no mesmo prédio próximo à passagem de nível.
O problema é que, mesmo com vigias no local, a imprudência dos motoristas ainda persiste. Um dos vigias foi entrevistado pela reportagem e afirmou que, mesmo com a via bloqueada, carros ainda se arriscavam a atravessar a ferrovia. Se um acidente acontecer no local, não apenas os ocupantes do veículo em questão sofrerão as consequências, mas o próprio vigia pode ser atingido.
Portanto, é preciso que a Rumo, concessionária que administra a ferrovia e também estas passagens de nível, pense em uma solução que não coloque em risco estas pessoas que trabalham para trazer mais segurança ao local. Em nota, ela já destacou que a solução é paliativa, emergencial e temporária. Mas já se vão quatro meses. Existem tecnologias acessíveis e que dispensam a ação humana, como cancelas ou semáforos que só fecham com a aproximação de um trem. A empresa precisa pensar em soluções definitivas rapidamente, antes que a imprudência volte a vencer.