POLÍTICA

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Voto impresso divide opiniões de deputados

DA REDAÇÃO

| Edição de 04 de agosto de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Na primeira sessão após o recesso de julho, realizada nesta terça-feira, vários parlamentares foram à tribuna do Plenário da Câmara dos Deputados para comentar as declarações do presidente Jair Bolsonaro e as manifestações do último domingo em defesa da PEC do Voto Impresso (PEC 135/19).

A comissão especial que analisa a proposta deve se reunir nesta quinta-feira (5) para analisar o texto do relator, deputado paranaense Filipe Barros (PSL).
Autora da proposta, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) afirma que as manifestações comprovam o apoio popular à proposta. “O povo não confia nas urnas eletrônicas sem o registro físico do voto e sem a contagem pública do voto. Alguns agora chamam de golpe, de falcatrua, mas, na verdade, o Congresso sempre foi favorável a isso”, disse.
A manifestação também foi celebrada pela deputada paranaense Aline Sleutjes (PSL). “Eu gostaria de parabenizar o povo brasileiro patriota, conservador e de direita que luta por este Brasil e que esteve nesse domingo nas ruas lutando e requerendo o voto auditável”, afirmou.
Já a oposição criticou duramente a proposta. Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), o foco no voto impresso é a estratégia do presidente Jair Bolsonaro para tumultuar o processo eleitoral. “O que este Presidente quer não é, de fato, uma eleição legítima. O que ele quer é criar uma dimensão política de deslegitimar as eleições. O que ele quer é criar argumentos para poder nublar a sua derrota, que se aponta para as eleições de 2022”, disse.
Para a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), trata-se de um ataque à democracia. “Bolsonaro disse mais de uma vez que tem que provar fraudes, mas não provou nada. É um fanfarrão. Em vez de cuidar de mais de 557 mil pessoas mortas pela pandemia, ele está cuidando da sua eleição”, criticou.