Em mais uma audiência da ação contra o ex-presidente Lula, em Curitiba, a defesa do petista foi à carga contra a delação premiada do doleiro Alberto Youssef, que depôs como testemunha de acusação nesta sexta.
Os advogados perguntaram ao colaborador, um dos primeiros da Operação Lava Jato, se persuadir presos na Polícia Federal fazia parte do seu acordo - reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que ele incentivava investigados a firmar delação na carceragem.
“Jamais, doutor. Jamais”, respondeu o doleiro. “Os outros presos vinham falar comigo para saber como era a colaboração. E eu explicava. A pergunta era mais para saber se podia confiar, se realmente o instrumento funcionava... Esse tipo de assunto.”
O advogado José Roberto Batochio também levantou o tema da suposta “delação à la carte”, quando uma lista de acusados seria apresentada pelo Ministério Público Federal ao potencial delator. “Não, não sei o que é isso. A minha colaboração não foi feita dessa maneira, e não tenho conhecimento de outras que tenham sido feitas assim”, disse Youssef.