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​ Apucarana reajusta salários para manter médicos no município

Ivan Maldonado e Renan Vallim

| Edição de 03 de abril de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Câmara dos Vereadores de Apucarana aprovou ontem em segunda votação um projeto de lei que aumenta o salário dos médicos em início de carreira no poder público municipal. De acordo com a Autarquia Municipal de Saúde (AMS), a medida é importante pela dificuldade em conseguir manter os profissionais no serviço público. Com o aumento, a intenção é tornar a carreira pública mais atrativa para os profissionais.

A alteração é para os profissionais no cargo de Médico I, o que tem os menores proventos entre os formados em Medicina. O cargo, cujo nível inicial de vencimentos era de 6.644,62, passará a ser de R$ 8.261,53. Dos 73 médicos que trabalham na autarquia, 12 serão beneficiados pelo aumento salarial. O projeto ainda precisa ser aprovado em mais uma votação.
O diretor vice-presidente da AMS, Emídio Bachiega, explica que a medida é importante para manter os profissionais. “Queremos que os médicos sigam carreira no município. A readequação dos valores faz com que os salários fiquem mais competitivos e também mais atrativos”. Segundo ele, os profissionais atuam em Unidades Básicas de Saúde (UBS), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Programa Saúde da Família e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
De acordo com a justificativa do projeto, feita pelo Executivo municipal, “a medida adequa os valores pagos pelo Município de Apucarana àqueles ofertados por Maringá e Londrina, tornando a remuneração do cargo em nossa cidade tão atrativa quanto aquela paga em municípios de maior porte”.
A prefeitura de Ivaiporã também encontra dificuldades. Conforme Claudeney Martins, secretário de Saúde do município, após a saída dos médicos cubanos do Programa Mais Médicos, o município passou a ter ainda mais problemas. “Três passaram em residências em outros municípios, uma médica foi morar em Maringá e outra ficou grávida. Isso também onera a Prefeitura, que tem que contratar com recursos próprios, já que não tem previsão do Governo Federal para abertura de novas vagas pelo ‘Mais Médicos’”, relata.
O secretário de Saúde aponta um dos principais motivos para a ausência desses profissionais. “Na verdade, os médicos não estão dispostos a morar em cidades pequenas”. Martins relata ainda que das cinco vagas para clinico geral conseguiu contratar até agora apenas um. (RENAN VALLIM E IVAN MALDONADO)