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​ Crimes contra o patrimônio têm queda de até 32%

Da redação

| Edição de 03 de outubro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Os crimes contra o patrimônio registraram queda em Apucarana. Os dados parciais foram divulgados ontem pelo 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e apontam maior redução de ocorrências em casos de furto qualificado. De janeiro a setembro deste ano, foram registrados 849 crimes do gênero contra 1.242 no mesmo período do ano passado, uma queda de 32%. 
Furtos simples registraram queda de 14% no período, passando de 833 para 718. Já os roubos tiveram queda de 13%, passando 469 a 408. Somados, furtos simples e furtos qualificados, entretanto, totalizam 1.566 registros, uma média de 6 por dia.
A estatística também mostra que as ocorrências relacionadas a prisões por tráfico de drogas dispararam 44% neste ano. De janeiro e setembro deste ano, foram registradas 164 ocorrências, contra 114 situações no mesmo período do ano passado. 
Os números referem-se a flagrantes feitos pela PM em crimes que são classificados como de tráfico de drogas, ou seja, as situações de uso de droga não foram incluídas no relatório.   
Segundo o comandante do 10º BPM, tenente-coronel Francisco Cardoso, os números são um reflexo do novo sistema de policiamento inteligente da polícia e do cerco ao tráfico de drogas. O comandante destaca que os crimes ao patrimônio registram queda porque ao policiamento está mais eficiente.
“Antes, o policiamento era planejado de modo mais empírico, de acordo com a experiência do policial. Hoje o policiamento é organizado de forma científica”. avalia o comandante. 
Ele destaca que a partir da adoção do software de geoprocessamento, a polícia é capaz de levantar os pontos onde há maior número de ocorrências e maior necessidade de policiamento.
O comandante também relaciona a redução dos crimes contra o patrimônio com o aumento das prisões por tráfico. 
“O tráfico tem ligação muito próxima com outros crimes. O que ocorre, onde há muitos pontos tráfico de drogas, os crimes contra o patrimônio também crescem, uma vez que usuário se utiliza de pequenos furtos ou até mesmo roubos para trocar por drogas”, avalia.